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Esporte: Agora vai. Por Emerson Luis

Alguns times já estavam treinando.

Como o Juventus de Jaraguá do Sul.

E até mesmo o primeiro adversário, o Santa Catarina.

Elenco do Santa Catarina de Rio do Sul. Foto: Reprodução/Esporte Alto Vale

Que trouxe de volta Laécio Aquino.

O técnico campeão da terceira divisão catarinense estava no Suzano disputando a Série A3.

O clube paulista tem parceria com a equipe de Rio do Sul.

Técnico Laécio Aquino. Foto: Reprodução/Esporte Alto Vale

E por aqui apenas o básico do que se sabia.

Como a vinda de Omar Feitosa.

Na última quinta-feira (4), conversei com o profissional de 56 anos no Balanço Geral da NDTV RecordTV.

Gente boa, bom de papo, simples.

No entanto, me impressiona e ao mesmo tempo me intriga, a sua trajetória.

O Metropolitano será seu quinto emprego como treinador.

Omar Feitosa vai comandar o Metrô. Foto: CA Metropolitano

Começou no Brasília em 2015 e 2016.

Esteve no Paraná em 2022.

Omar Feitosa no Londrina. Foto: Reprodução/Internet

Nesse hiato de seis anos e antes se fixar à beira do campo, foi auxiliar técnico (Paraná e Palmeiras), coordenador de preparação física (Athletico), preparador físico (São Paulo, Santos e Palmeiras), coordenador científico e gerente de Futebol (Palmeiras).

O homem é especialista em treinamento desportivo.

Foi auxiliar de grandes treinadores, como Cuca.

Foi bicampeão do Campeonato Brasileiro e vice da Copa Libertadores.

Uma bagagem e tanto.

Que contrasta com os números como treinador.

Especialmente deste ano.

Omar e Cuca no Palmeiras. Foto: Reprodução/Internet

Afinal, será o terceiro trabalho em pouco mais de quatro meses.

No Iporá de Goiás foram somente 4 jogos (1 vitória e 3 derrotas).

E antes de vir para cá esteve à frente do Londrina.

Passagem que durou apenas 17 dias com as mesmas quatro partidas (1 vitória, 1 empate e 2 derrotas).

Caiu após a eliminação na Copa do Brasil, quando foi derrotado pelo Nova Mutum MT por 4 x 2.

Desejo toda a sorte do mundo para Omar Feitosa.

Mas que sua carreira é, no mínimo, estranha, não há dúvida.

No Palmeiras como gerente de Futebol. Foto: Reprodução/Internet

Também como novidade antes da apresentação foi confirmado o retorno de Mauro Ovelha como coordenador de Futebol.

Mauro Ovelha está de volta. Foto: CA Metropolitano

E os primeiros reforços.

Como Luís Ricardo.

Lateral rodado de 39 anos (que começou como atacante) completados em 21 de janeiro.

Ex-Grêmio, Avaí, São Paulo, Botafogo, Figueirense…

Luís Ricardo em sua chegada na Portuguesa Santista. Foto: Reprodução/Internet

Em 2022 defendeu a Portuguesa de Desportos onde foi campeão da Série A2 – 31 jogos e 2 gols marcados.

Em 2023 não repetiu a performance.

Passou rapidamente pelo Marcílio Dias.

Assim como na Portuguesa Santista.

Atuou só em seis partidas.

Três em cada time.

Luís Ricardo tem 39 anos. Foto: CA Metropolitano

Junto com Luís Ricardo chegaram outros 13 jogadores.

Entre eles o zagueiro Tiago Santana de 25 anos.

Veio do Gama DF.

Nunca jogou por aqui.

Rodou muito no futebol baiano.

Passou pelo Sub 20 do Vitória.

Foi formado no Grêmio.

Reforço anunciado pelo clube. Foto: CA Metropolitano

Quatro garotos da base estão incorporados ao grupo.

Que deve ficar completo até a próxima semana.

Mais quatro reforços vão chegar (ainda estão empregados).

Mateus Jorge é um dos remanescentes. Foto: Tiago Winter/CA Metropolitano

São três remanescentes.

O goleiro Henrique e o meia Mateus Jorge, que jogaram pouco com Rodrigo Cascca.

E o volante Júlio, que participou de sete jogos.

De qualquer maneira, temos um perfil diferente.

Um indicativo do tamanho da decepção dos empresários com aquele grupo que “amarelou” contra o Atlético Catarinense de São José.

Júlio está de volta. Foto: CA Metropolitano

Por enquanto os treinos se concentram na parte física, sob a orientação de Rafael Carvalho e de Michel Miller, preparador de goleiros.

A ideia é fazer até quatro jogos-treinos.

Dois estão definidos.

Contra o time Sub-20 e diante dos reservas do Brusque.

Rafael é uma das caras novas. Foto: CA Metropolitano

Outra cara nova é o auxiliar técnico Rodrigo Pozzi.

O roupeiro Marcão, por sua vez, é um velho conhecido.

Mauro Ovelha, Rodrigo Cascca e elenco em 2022. Foto: Tiago Winter/CA Metropolitano

Uma apresentação a conta gotas nunca é a ideal.

Só que é preciso entender as limitações financeiras das duas partes envolvidas, especialmente do clube.

Para se ter uma noção, tem torcedor/parceiro fazendo rifa para auxiliar nas despesas no dia a dia e comprando remédios, vitaminas, álcool, ataduras, esparadrapo, seringas…

Primeiro dia de trabalho na Altona. Foto: Thiago Aládio Marques/CA Metropolitano

Até porque, mais uma vez, pelo que foi acordado, a diretoria vai ter de bancar moradia e alimentação no CT – além do aluguel de apartamentos para quem não ficar no Fidélis.

Academia, fisioterapia, suplementos, água, gelo, lavanderia.

Transporte, almoço e janta para Nova Veneza, Caçador, Lages, Palhoça, Rio do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul e Brusque.

Inscrições, transferências, taxas da CBF e da FCF.

Borderôs e logística em jogos em Ibirama.

Viagem mais longa será para Nova Veneza. Foto: Fabrício Júnior/ Caravaggio

A conta é salgada.

Ainda mais para um clube que praticamente não possui receita de patrocinadores.

Não tem 50 sócios pagantes.

Uma dívida que, extraoficialmente, passa de R$ 1 milhão.

36 ações trabalhistas.

Renda nos jogos na Baixada não dá para contar.

Porque, convenhamos, encarar a 470 é para os fortes.

Torcida em Ibirama em 2013. Foto: Giovanni Silva

O passaporte para a Série B não está vendendo bem.

No contexto geral, nada que surpreenda.

De vez em quando alguém que encontro em um supermercado, por exemplo, faz a pergunta trivial:

“E o Metrô. Vai esse ano”?

Geralmente são pessoas que não sabem absolutamente nada do clube.

Só vão ao estádio quando a campanha contamina todo mundo.

Uma reação em cadeia normal.

Acontece em todo lugar.

Sesi lotado em uma tarde de domingo. Foto: Reprodução/Metronauense

O problema é a desmotivação de quem está sempre ao lado do time, independentemente da fase.

Até o cara que faz parte da torcida organizada, que em tese, é o mais fanático, está perdendo ou já perdeu o tesão.

O distanciamento, a falta de comunicação, a dificuldade de passar informações e prestar contas…

“Arquibancada” do Morro do Sabá. Foto: Reprodução/Metronauense

O combo é broxante.

Mas é preciso dar tempo ao tempo.

E acreditar que a magia pode um dia voltar.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul – atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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