InícioEmerson LuisEsporte: Saúde Mental. Por Emerson Luis

Esporte: Saúde Mental. Por Emerson Luis

Demorei demais para ser pai.

Tive esse privilégio em 2013, com 41 anos, quando nasceu a Taysa.

A segunda benção veio em 2018, aos 45 anos, na vinda do Tales.

Tales e Taysa no Parque Ramiro. Foto: Arquivo pessoal

Demorei muito para cuidar do saúde e da autoestima.

Ao lado do professor Everson Preto. Foto: Arquivo pessoal

Comecei a fazer atividade física com foco e disciplina (ao menos até a metade da semana) há cerca de três anos.

Com o personal Sandro Stefanos. Foto: Arquivo pessoal

Demorei bastante tempo, em 2018, para ingressar em uma patota de futebol.

Integrantes da patota na inauguração do Planet Ball Garden. Foto: Patota 5ª Tentativa

A melhor fase da minha vida está associada a esses ciclos.

Sem família, sem amigos, sem convivência, sem válvulas de escapes, não vivemos.

Apenas sobrevivemos.

Ainda mais em um mundo cada instante mais doente.

Fora do ambiente de trabalho precisamos conviver com gente positiva, que nos faz bem, que aplaude teu sucesso, que não inveja ou cobiça suas conquistas, sejam pessoais ou profissionais.

Já faz um tempo que tenho aberto mão de encontros formais e banais.

Para priorizar meu bem-estar.

Churras da turma no Planet Ball Garden. Foto: Patota 5ª Tentativa

E é justamente nas quintas-feiras à noite que alcanço essa plenitude na Patota 5ª Tentativa.

Conto as horas para estar no Planet Ball Garden.

Espaço agradável e moderno, à beira do Rio Itajaí- Açu, no bairro Boa Vista, construído pela família Guenther (Guilherme, Ricardinho, Leonetti e Leninha).

Que nos recebeu de corações e braços abertos.

Inclusive tivemos o privilégio de inaugurar a quadra, em outubro.  

Ricardo Leonetti e eu no Planet Ball Garden. Foto: Arquivo pessoal

Quinta-feira é um compromisso sagrado.

Que só troco por família, trabalho ou algum problema de saúde.

Estar com os integrantes na hora da “pelada” e sobretudo depois, na resenha, no churrasco, nas zoações, é o ponto forte dessa terapia.

Churras da galera é lei. Foto: Elton Pedroso

Aliás, está no regulamento.

Em todo e qualquer encontro uma dupla é responsável pelo churrasco.

Dupla da carne: Alemão e Gustavo. Foto: Patota 5ª Tentativa

Outras opções culinárias também fazem parte do cardápio, como as pizzas da Don Corleone, por exemplo – Rafael Douglas Lopes (sócio do empreendimento com Ederson e Adriana Corleone) faz parte da nossa confraria.

O churras, no entanto, é quase que uma unanimidade, por conta do perfil do grupo, já que boleiro precisa de proteína.

Cardápio padrão dos patoteiros. Foto: Patota 5ª Tentativa

Lógico que nem tudo é perfeito.

Assim como em qualquer relacionamento.

No campo o “pau” ronca!

De vez em quando surge um ou outro bate-boca.

Que ganha uma proporção exagerada.

Patota em ação em uma noite de quinta-feira. Foto: Emerson Luis

Eu mesmo, com a cabeça quente, por conta do placar adverso e de firulas desnecessárias, fui um dos responsáveis pela saída de um colega, após uma entrada, digamos, infeliz e exagerada.

Outra regra:

Tudo fica dentro do campo.

Pedi desculpas.

Não aceitas.

Nesse caso, por espontânea vontade, preferiu sair.

Pelada equilibrada da última quinta-feira. Foto: Emerson Luis

Quem não perdoa um suposto erro do companheiro, acaba produzindo um ambiente carregado, de animosidade, chato, que não faz bem para ninguém.

Todos precisam se adequar à personalidade coletiva da galera.

Ninguém é melhor do que ninguém.

Presidente Maicon Piske. Foto: Patota 5ª Tentativa

O grande objetivo sempre foi relaxar, se divertir, dar risadas, fortalecer a amizade.

Com amor, paixão, organização, comprometimento, disciplina e cobranças (não só da mensalidade).

Sentimentos e atitudes que passam necessariamente pela figura do presidente Maicon Piske.

Por mais informal e leve que seja a relação semanal, gerir pessoas não é fácil.

Lidar com 21 marmanjos pior ainda.

Quase todos têm um problema, uma solução e uma corneta.

Vira e mexe, sempre tem um “traíra” pedindo uma CPI das contas ou tentando puxar o tapete do nosso “cartola”.

Tudo com muito sarcasmo, claro.

O homem é unanimidade.

Maioria dos integrantes na festa de encerramento. Foto: Fabi Piske

O auge desse clímax aconteceu no último sábado (6) em uma chácara.

Giovani, Nathan e Charlana. Foto: Fabi Piske

No primeiro encerramento do ano.

Nogara com Magali e Rafa. Foto: Fabi Piske

Com a presença das mulheres e filhos.

Paulo com Simone e os filhos Paola e Otto. Foto: Fabi Piske

Dia 17 de dezembro tem o segundo encontro, desta vez só com os homens no nosso point tradicional.

David e Marcia. Foto: Fabi Piske

Foi importante as parceiras verem de perto a necessidade da amizade, a sinergia e o respeito que existe entre os patoteiros.

Anderson e Rubia. Foto: Fabi Piske

As patroas foram devidamente homenageadas com discursos e rosas.

Quem não compareceu recebeu o “agrado” em casa.

Felipe com os filhos e a rosa para Roberta. Foto: Fabi Piske

Uma forma de agradecimento e compreensão, afinal são noites (e muitas vezes madrugadas) em que elas seguram a onda sozinhas.

Dieter e Nelci. Foto: Fabi Piske

Mereciam mesmo é um troféu.

Gustavo e Rose. Foto: Fabi Piske

As mulheres deveriam fazer o mesmo.

Rodrigo e Francine. Foto: Fabi Piske

Se reunirem ao menos uma vez por semana.

Rodrigo, Vinicius e Jocasta. Foto: Fabi Piske

Transferir a responsabilidade para os homens.

Maicon, Vitória e Fabi. Foto: Patota 5ª Tentativa

Porque alegrias e fardos precisam ser divididos.

Com Roberta, Taysa e Tales. Foto: Fabi Piske

A vida necessita de emoções.

Jeferson e Marcelo. Foto: Fabi Pisk Be

Pena que quatro integrantes (Artur, Erick, Giu e Rafael) com suas respectivas famílias não puderam ir.

Elton e Julico. Foto: Fabi Piske

Mas ano que vem tem mais.

Chef Zamorano. Foto: Fabi Piske

Que nossa amizade possa estar ainda mais fortalecida.

Aprovando o chopp da oktobier. Foto: Elton Pedroso

Gratidão ao criador.

Parte da galera empolgada no encerramento. Foto: Fabi Piske

Emerson Luis é jornalista. Se formou no IBES/Sociesc em 2009. Trabalha com comunicação esportiva desde 1990 quando começou sua carreira no rádio de Blumenau. Atualmente é comentarista esportivo do Programa Alexandre José na Rádio Clube FM. E repórter e apresentador de esportes do programa Balanço Geral da NDTV/Record TV.

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