InícioEmerson LuisEsporte: Falta de representatividade. E de obras na região. Mais uma chance...

Esporte: Falta de representatividade. E de obras na região. Mais uma chance para (tentar) mudar. Por Emerson Luis

Indo na mesma pegada da campanha “Voto no Vale é Voto que Vale Mais”, lançada por ACIB, AMPE, CDL e Intersindical, peço também, como um profissional ligado ao esporte, para que o leitor vote em alguém de Blumenau e região.

O programa Alexandre José, apresentado de segunda à sexta-feira, das 6h30 às 8h30, na Rádio Clube FM (89,1) também abraçou o tema, ao produzir ao vivo, entrevistas com prefeitos, empresários e representantes das entidades citadas.

Outdoors da campanha foram espalhados pela região. Arte: Reprodução/Internet

Se o seu voto tiver como destino alguém que sempre defendeu a bandeira do esporte, melhor ainda.

Até porque temos agora vários “apoiadores do esporte”.

Gente “apaixonada” por modalidades coletivas e individuais.

Oportunistas, na verdade.

Pesquise a biografia de cada um.

Arte criada para divulgar a campanha. Arte: Reprodução/Internet

Não posso induzir ninguém a votar nesse ou naquele deputado.

De qualquer maneira, mais uma vez, vou dar crédito para pessoas que têm o esporte em seu DNA, gente que tem apoiado atletas, treinadores e instituições sempre que possível.

Por terem família, amigos e conhecidos na região, podem fazer (ou continuar fazendo) muito mais pela classe do que um candidato, por exemplo, do oeste.

Que vai injetar recursos naturalmente no seu reduto.

Eleições acontecem neste domingo. Arte: Reprodução/Estadão

É um detalhe trivial.

Mesmo assim, tem “forasteiro” que recebe bastante voto nosso.

Se ainda existe alguma dúvida ou desconfiança sobre os candidatos, deixo aqui a lista com a nomenclatura e o número dos postulantes à Assembleia Legislativa e à Câmara de Deputados.

Não dá para esquecer que em 2018, o Vale elegeu apenas quatro deputados estaduais e um federal.

O esporte nunca foi prioridade.

Mas há uma razão.

Arena Jaraguá foi construída em 2007 e tem capacidade para 8.500 lugares sentados. Foto: Reprodução/Internet

Independentemente do que vai acontecer com a municipalização do Complexo Esportivo do Sesi (que ainda pertence a Fiesc) não podemos desistir de ter uma Arena.

Não precisa ser igual a de Jaraguá do Sul, a mais moderna do Sul do Brasil. 

Com 8.500 cadeiras.

Onde com shows aumenta a capacidade para 17 mil na área interna e 50 mil na parte externa.

Arena recebeu Brasil e México pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de Basquete. Foto: Reprodução/Internet

Foi construída em 2004.

Inaugurada em 2007.

Custou R$ 17 milhões.

É administrada pela Fundação Municipal de Esportes e Turismo.

O blumenauense Luiz Henrique da Silveira, o governador do estado na época (2003 a 2010), teve papel importante na execução.

Ginásio Galegão antes da reforma de 2007. Foto: Reprodução/Internet

Justamente LHS que também ajudou a reformar o Ginásio Galegão.

Entre agosto de 2007 e maio de 2008.

Restaurado com 50% do projeto inicial de Egon Belz mantido – o arquiteto faleceu antes de ver a obra concluída.

Arquiteto Egon Belz. Foto: Reprodução/Internet

Nunca é demais ser redundante.

A quadra não foi mexida no tamanho.

Capacidade de 3062 lugares.

Valor da repaginação: R$ 5 milhões.

Maquete original do ginásio Sebastião Cruz. Arte: Reprodução/Internet

Posso estar enganado, mas a última grande obra construída do zero, foi o próprio Ginásio Sebastião Cruz.

Lá em 1967.

Obras no ginásio do Galegão em 1967. Foto: Reprodução/Internet

Ginásios de clubes e associações como AABB, Altona, Karsten, Teka, Vasto Verde, Ipiranga, Cremer (agora Sesc), Guarani e Hering são particulares.

O ginásio mais recente quem construiu foi o Sest/Senat na Itoupava Central.

São parceiros, mas não entram nessa linha de raciocínio.

Ginásio Sest/Senat fica na Itoupava Central. Foto: Reprodução/Internet

O mesmo vale para o Sesi.

Com sua estrutura espetacular e três quadras oficiais 40×20 tem quebrado um galhão desde dezembro de 78 quando foi inaugurado.

Complexo Esportivo Bernardo Werner está próximo de pertencer ao poder público. Foto: Reprodução/Internet

Ampliando o leque, não temos um local para os amantes da velocidade.

Corridas de velocross só no Motódromo Tatutiba na Itoupava Central – que é particular.

Não há pistas para competições de motocross, BMX, kart, velocidade na terra…

Motódromo Tatutiba fica na Itoupava Central. Foto: Reprodução/Internet

O CT do Metropolitano é o retrato fiel dessa ausência de força política.

O terreno no Fidélis foi doado pela viúva do empresário Romeu Georg.

A foto, na capa da coluna, não foi colocada para desmerecer o clube.

Longe disso.

Poucos times têm um prédio como aquele.

A importância para a preparação de um campeonato é enorme, ajuda demais.

O X da questão é que ele começou a ser erguido em 2013 e ainda não foi concluído.

CT do Metropolitano vai completar 10 anos e ainda não foi concluído. Foto: CA Metropolitano

Falta terminar o quarto piso.

Que não sai por menos de R$ 200 mil.

Além de implantar a sonhada rampa de acesso ao alojamento (orçada em R$ 88 mil) tão necessária após enxurradas e enchentes.

Sobre o projeto completo, que contempla campos e até estádio, melhor nem se aprofundar.

Projeto do Metropolitano contempla campos e estádios. Arte: Reprodução/Internet

Mesmo inacabado, o CT já recebeu mais de R$ 7 milhões de investimento.

Deste montante, adivinhem quanto veio de Brasília?

Isso mesmo.

Nenhum centavo.

Estaqueamento da obra em 2013. Foto: Reprodução/CA Metropolitano

Para não se cometer injustiça, o Estado enviou no início dos trabalhos, três parcelas de R$ 250 mil.

Valores que só foram repassados porque na oportunidade havia alguém de Blumenau à frente da Fesporte.

Que já tinha sido presidente do Metrô.

Refeitório do CT Romeu Georg. Foto: Reprodução/CA Metropolitano

O resto da grana que entrou veio por meio de diretores, parceiros, empresários e até torcedores.

E também por políticos, é verdade.

Com indicações, soluções, favores e jeitinhos, que geralmente cidadãos comuns como você e eu, não conseguem resolver.

Torcedores empolgados com o início das obras do CT. Foto: Reprodução/CA Metropolitano

Por essas e outras que gostando ou não do individuo ou do que ele faz (ou deixa de fazer) é que temos de exercer nosso direito: votar.

De preferência em quem pode ser encontrado e cobrado na fila do pão.

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

Últimas notícias

error: Toda e qualquer cópia do Portal Alexandre José precisa ser creditada ao ser reproduzida. Entre em contato com a nossa equipe para mais informações pelo e-mail jornalismo@alexandrejose.com