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Trânsito: mitos e verdades sobre os pneus e como isso afeta a segurança, por Márcia Pontes

Pneus de marcas diferentes comprometem a segurança? E se o desenho do pneu for diferente dá multa? Quando entra um prego no pneu é melhor preencher o furo com o reparo chamado “macarrão”, vulcanização (remendo a quente) ou coloca pneu novo de uma vez? É necessário trocar dois pneus de uma vez no mesmo eixo do carro mesmo que o outro esteja em bom estado?

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Esses foram alguns questionamentos feitos por leitores da coluna e encaminhados a especialistas no assunto atuantes no segmento de pneus e borracharia. Já adianto que muita gente vai se surpreender e constatar que precisava saber mais sobre pneus do carro e segurança.

Em algum lugar sempre vai ter um prego, um parafuso ou qualquer outro objeto perfurante ou cortante que vai afetar os pneus do seu carro.

Macarrão

Se o objeto, geralmente um prego, entrou pela banda de rodagem – que é aquela em que o pneu se apoia e tem atrito com o solo -, a possibilidade de um reparo com uma borrachinha chamada “macarrão” é bem provável.

Consiste na aplicação de uma massa alongada dentro do furo. A vantagem é que não vai precisar gastar com pneu novo e a desvantagem é que dependendo de como foi feito pode facilitar a infiltração de água e sujeira para dentro da câmara do pneu. Isso porque a aplicação do material é feita a frio. Por este motivo muitos especialistas em pneus alertam que trata-se de uma solução paliativa.

Vulcanização a quente

Consiste na aplicação de uma camada de borracha a quente pelo lado de dentro do pneu onde tem o furo com ajuda de alta pressão e um selante especial. No entanto, alguns processos de vulcanização são feitos também por fora do pneu, causando um aspecto de pneu remendado.

Entre os revendedores de pneus, a maioria não recomenda a vulcanização e orientam que se o cliente opta por essa técnica tem que escolher a dedo o profissional. A desvantagem é que nos dias muito quentes o calor do asfalto aumenta a pressão dentro do pneu e se o remendo for mal feito pode descolar.

Exige mais mão de obra, pois precisa desmontar o pneu da roda, balanceamento e alinhamento. Se o rasgo no pneu for grande o jeito é colocar pneu novo. 

Pneus de marcas e desenhos diferentes

Rola por aí faz muito tempo o mito ou fake news de que os desenhos nos sulcos dos pneus ou as marcas diferentes “dão multa”.

No caso dos sulcos, eles apenas mudam o desenho de onde passa a água na superfície do pneu para evitar a aquaplanagem, mas as marcas diferentes têm impacto direto na segurança.

Isso porque cada marca utiliza um tipo de borracha diferente e o desgaste dos pneus consequentemente também será diferente. Quanto mais pneus de marcas diferentes, mais a dirigibilidade pode estar comprometida.

A recomendação dos técnicos e especialistas em pneus de modo geral é de que no caso de substituição de um pneu, caso o veículo tenha mais de 45 mil km rodados troque-se também o outro pneu do mesmo eixo para mais estabilidade, segurança e evitar o desgaste.

Pneu novo de um lado e desgastado do outro faz com que o volante puxe para o lado. Por isso a recomendação de troca por dois pneus novos de mesmo fabricante no mesmo eixo.

Segurança

Pensou em pneus tem que pensar em segurança. A opinião da coluna é de que mesmo nos casos em que o furo possa ser preenchido com “macarrão” e até mesmo a vulcanização feita por empresa especializada, é preferível que se substitua o pneu por outro novo ou os dois no mesmo eixo.

Quando um pneu fura ou corta a sua estrutura já não é a mesma e enjambrar pode comprometer a segurança em todas as funções do pneu: rodar, atrito com o solo, frenagem de emergência, carga de peso e velocidade suportada.

Calibrar os sapatinhos do seu carro e inclusive o estepe a cada 15 dias é fundamental. Afinal, segurança não tem preço e o barato pode sair muito caro!

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Texto escrito por MÁRCIA PONTES

Márcia Pontes é escritora, colunista e digital influencer no segmento de formação de condutores, com três livros publicados. Graduada em Segurança no Trânsito pela Unisul, especialista em Direito de Trânsito pela Escola Superior Verbo Jurídico, especialista em Planejamento e Gestão do Trânsito pela Unicesumar. Consultora em projetos de segurança no trânsito e professora de condutas preventivas no trânsito. Vencedora do Prêmio Denatran 2013 na categoria Cidadania e vencedora do Prêmio Fenabrave 2016 em duas categorias.

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