InícioEmerson LuisEsporte: Quem não forma jogador não sobrevive. Ou agoniza. Por Emerson Luis

Esporte: Quem não forma jogador não sobrevive. Ou agoniza. Por Emerson Luis

Na última coluna destaquei o exemplar trabalho de formação produzido pelas escolinhas de futsal de Blumenau.

Ao mesmo tempo, ratifiquei a falta que a categoria Sub-20 faz no processo de transição para o time adulto.

Time Sub-20 da Fundação Municipal de Esportes/BEC de Indaial. Foto: Reprodução/FME Indaial

A situação no futebol é muito mais crítica.

No sentido geral.

Originalmente o Blumenau não tem base alguma.

Não há um núcleo sequer na cidade.

Por conta disso só teve representatividade no Campeonato Catarinense Sub-20 (onde a participação foi obrigatória) por causa da parceria firmada com a Fundação Municipal de Esportes de Indaial.

Foi uma mão na roda, já que o time profissional joga no campo do XV de Outubro.

Elenco do Blumenau comemora vitória contra o Caravaggio na Série B. Foto: Reprodução/BEC

Um acordo que tem sido bom para os dois lados.

Que pode dar resultado no futuro.

Luan May em um jogo do time profissional. Foto: Richard Ferrari .

Antes de se machucar, o atacante Luan May, 18 anos, era o artilheiro da equipe no estadual Sub-20.

Foi promovido.

Virou titular nos últimos dois jogos.

Meteu gol, inclusive, na vitória sobre o Caravaggio por 3 x 1.

Está com moral.

Tanto é que tem aparecido na foto da escalação.

Nesta sexta-feira (22), às 20h, contudo, por uma opção mais cautelosa do técnico Athirson ficará no banco contra o Criciúma – o BEC foi derrotado por 2 x 0.

Luan assinou contrato profissional.

Já está “amarrado” de alguma maneira.

O volante Vinicius Perrut, 20 anos, foi titular na vitória sobre o mesmo Caravaggio.

Fica também como opção no Heriberto Hulse.

Por sua vez, o lateral direito Rhuan estreou no segundo tempo diante do Atlético Catarinense na derrota por 3 x 2 em Palhoça.

Destaque ainda para outros três moleques que têm aparecido entre os relacionados de vez em quando:

Juan – goleiro.

Raphael – meio-campo.

Maciel – atacante.

Indaial venceu os Microrregionais dos Joguinhos Abertos. Foto: FME Indaial

Já no Metropolitano o aproveitamento da base é bem menor.

Apenas um atleta tem sido inserido na relação como mostra a escalação da última partida contra o Internacional, em Lages: Pablinho.

Técnico Rodrigo Cascca tem chamado o atacante de 20 anos com frequência.

Pablinho em ação pelo Metropolitano. Foto: Assessoria Comunicação C A Metropolitano

Quem também vem treinando com o grupo principal é o goleiro Pablo, 18 anos – virou titular na reta final do estadual Sub-20.

Ainda não se concentrou.

Henrique é o substituto de Zé Carlos que até aqui jogou todos os oito confrontos.

Goleiro Pablo em ação pelo estadual Sub-20. Foto: Richard Ferrari

Há uma justificativa para esse escasso aproveitamento: mão de obra qualificada.

O Metropolitano que chegou a ser referência na revelação de atletas, sobretudo nos tempos de Ademar Molon na Artex, simplesmente jogou fora todo seu processo de formação.

Já havia um enfraquecimento natural.

Reflexo da situação financeira complicadíssima do clube.

A chegada da pandemia só foi a pá de cal (ou a justificativa) que faltava.

Elenco do Metropolitano comemora vitória na Série B. Foto: Assessoria Comunicação CA Metropolitano

Não fosse o trabalho de resgate do Instituto Metropolitano, diretores teriam de fazer o que fez o Blumenau: pedir favor a um município vizinho.

Se já é difícil reconstruir um time profissional, com jogadores selecionados a dedo, onde os salários geralmente são pagos por empresários, imagina em uma categoria de base, com uma faixa etária específica.

Em janeiro, o Instituto estava à caça de garotos para formar o Sub-17.

Para disputar um campeonato Sub-20.

Para estrear em menos de dois meses.

Foi como recomeçar do zero.

A participação no Catarinense foi o retrato dessa transição atropelada.

Pior campanha entre os nove participantes como apontou a classificação.

Time SUB-20 do Metropolitano em Palhoça. Foto: Assessoria Comunicação Metropolitano

Não foi por acaso, por já ter uma espinha dorsal, que o Blumenau/Indaial fez campanha superior, ao terminar na 6ª colocação (10 pontos contra 3).

No confronto direto, no Estádio Ervin Blaese, Blumenau/Indaial 3 x 1 Metropolitano.

Nação de Joinville comemora título estadual Sub-20. Foto: Reprodução /Internet

Também não deixa de ser novidade o desempenho do Nação na Série B profissional como mostra a tabela atualizada.

Trabalho com continuidade.

O time foi campeão Sub-20 de 2022.

Já tinha sido campeão da Série C Sub-20 em 2019.

Em setembro vai disputar a Copa Santa Catarina – feito que não tivemos a capacidade de conseguir – e lutar pela vaga na Copa do Brasil de 2023.

Presidente Tiago Reis e o sócio Irineu Machado são os comandantes do projeto. Foto: Nação Esportes

Fundado em 2018 (antes se chamava Sociedade Esportiva Irineu), o foco do Nação Esportes é formação e venda de atletas.

O clube tem um CT próprio onde forja sua matéria-prima.

Nação em jogo-treino contra o Joinville em seu CT. Foto: Nação

Eis um exemplo básico.

O atacante Paul, 20 anos, cria da casa, artilheiro do Catarinense Sub-20 com 10 gols, foi emprestado ao Athletic Club de Minas Gerais.

Contrato de quatro meses com opção de compra em valor fixado.

Visibilidade = Negócios.

Atacante Paul foi para o Athletic Club de MG. Foto: Nação Esportes

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