InícioGeralEntretenimento: “The Boys”: super-heróis e corrupção de poder do mundo real

Entretenimento: “The Boys”: super-heróis e corrupção de poder do mundo real

Por Luiz Guilherme Hostert Pereira

No último mês, a terceira temporada de “The Boys” chegou a Amazon Prime e enlouqueceu uma legião de fãs apaixonados. Lançado em 2019, Boys tornou-se crescentemente um dos maiores sucessos da plataforma tanto de público quanto de crítica. Impulsionado por um enorme orçamento, é claro que a confiança no projeto sempre foi grande. Mas sobre o que o show que tanto movimenta as redes sociais com cada lançamento realmente se trata?

A obsessão da população com super-heróis atingiu novos patamares na última década. Graças aos “blockbusters” de empresas como Marvel e DC, praticamente todos os maiores sucessos de bilheteria do cinema recente pertencem a esse subgênero. Séries como “The Flash” e “Arrow” também contribuem para a dominância de heróis na mídia atual. Eles estão mais presentes que nunca no cinema, televisão, propagandas e produtos diversos.

Não é difícil imaginar porque somos tão fixados nesses indivíduos; é reconfortante assistir uma figura superpoderosa e de caráter puramente bondoso vivendo para nos proteger e nos inspirar, já que ao encarar a realidade o que mais se vê são figuras famosas e poderosas sendo expostas como falsas, abusivas e corruptas.

Ao juntar a forma glorificada que construímos de super-heróis com a dualidade presente na imagem de figuras públicas não fictícias, “The Boys” entrega uma narrativa preenchida de sátira e ironia que cumprem seu papel com perfeição. A comédia vive na semelhança poderosa que as cenas absurdas refletem na realidade de hoje. Um dos pontos mais interessantes também é uma análise mais realista de como seria o mundo se existissem pessoas com superpoderes do que aquelas apresentadas nos filmes da Marvel (que servem para outro propósito).

Como empresas capitalizariam em cima deles? Como o governo reagiria a sua existência? Como a sociedade os veria? A série os retrata como celebridades, vindo desde classes mais baixas e menos poderosas, até “Os 7”: grupo de elite dos super-heróis mais influentes do mundo, supervisionados pela empresa privada “Vought”. Pertencendo a uma empresa, os super-heróis são vistos como um negócio e todas as suas ações devem visar o lucro e suas
reputações acima de tudo, o que nem sempre alinha-se com o bem do mundo e da população, causando grandes crimes éticos cometidos por essas figuras corrompidas que nos são apresentadas.

Nem todos são desprovidos de caráter, porém, como vemos através da mais nova integrante dos 7, “Starlight” uma jovem heroína que luta para promover a moral em um sistema degenerado. Divertida, impactante e completamente viciante, “The Boys” ilustra com eficiência muitas das problemáticas exclusivas da modernidade e é um projeto completamente refrescante e original.

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