InícioBlumenauGrupos de blitz: prática ilegal atrapalha e desafia autoridades de segurança

Grupos de blitz: prática ilegal atrapalha e desafia autoridades de segurança

A conversa pela internet passa pelo caminho de muitos motoristas, as mensagens de texto e de áudio se espalham rapidamente e fragilizam a fiscalização necessária no trânsito.  

As mensagens chegam de vários lugares a todo momento indicando a localização e o horário das operações da Guarda Municipal de Trânsito, da Polícia Rodoviária Federal e também Polícia Militar Rodoviária Estadual.

Áudios mostram como os grupos agem 

Separamos trechos de áudios que foram enviados nestes grupos. Veja abaixo como os participantes agem:

“Alô pessoal, blitz da rua Werner Duwe na divisa de Blumenau. Tão com radar bem na curva”, diz o áudio enviado. 
“Não me pararam porque pararam um motoqueiro. Mas, iam me parar também” diz, um áudio em um dos grupos. 

Outro participante de outro grupo diz: “estão ali atrás daqueles prédios da Avenida Brasil, por trás da República Argentina. Os caras estão parando ali! Vamos abrir o olho. Tá todo mundo passando ali e ninguém está avisando”.

É durante a noite que os grupos ficam mais ativos, justamente quando aumenta a fiscalização nas ruas e nas rodovias. “Boa noite, pessoal! Tem blitz agora 21h29min próximo ao shopping da CIC, quem vem da Dois de Setembro”, diz um motorista.

Com o passar do tempo, os grupos se multiplicaram e se tornaram uma dor de cabeça para quem fiscaliza. A Guarda Municipal de Trânsito de Blumenau não tem um número oficial de quantos grupos de Whatsapp existem na cidade com este propósito de atrapalhar o trabalho de fiscalização

Foto: Marcos Fernandes / Portal Alexandre José

“Existem pessoas nestes grupos que utilizam as informações para a prática de delitos e vão desviando as barreiras, dificultando o serviço de quem atua na segurança pública”, disse o diretor de Trânsito da Seterb, Sérgio Antônio Martinez Junior.

Ou seja, quem avisa se torna cúmplice de possíveis crimes. “O primeiro sinal que um veículo que está em fuga recebe é lógico que ele vai voltar, vai pegar outro caminho e não vai seguir em frente. Então, muitas vezes um cidadão comum não é um criminoso, mas, ele acaba contribuindo com o crime”, disse o policial rodoviário federal, Manoel Fernandes Bitencourt. 

Para minimizar os efeitos desse tipo de postura, os policiais e agentes de fiscalização estão alternando os locais das blitze. A mudança de endereço acontece assim que as mensagens são percebidas nas redes sociais.

Na próxima reportagem você vai saber as consequências que podem acontecer para aqueles que avisam blitz em aplicativos de mensagens. A prática pode ser considerada crime. 

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