InícioEmerson LuisEsporte: Como forjar um campeão, por Emerson Luis

Esporte: Como forjar um campeão, por Emerson Luis

“Prática constante. Esse é o segredo da excelência”.

Thomas Edson

“Eu tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho”.

Thomas Jefferson

Wesley Leonardo Niels aos nove anos de idade. Foto: Arquivo pessoal

Todo ser humano tem um dom.

Que vem de berço.

Uma habilidade.

Que se adquire.

Ter determinado atributo, contudo, não é garantia de sucesso.

Independentemente da profissão.

Lapidar um talento requer além de muito treinamento, paciência, disciplina, persistência, foco, paixão, vocação, sacrifícios, apoio…

E acompanhamento com profissionais qualificados.

Ninguém chega a lugar nenhum sem ajuda.

Mesmo os grandes gênios da humanidade tiveram seus professores, seus mestres, seus treinadores.

Wesley em um dos primeiros eventos de artes marciais. Foto: Arquivo pessoal

Desde que Wesley Leonardo Niels começou a se envolver com artes marciais, especialistas já apontavam que o menino possuía algo diferente.

Ou seja: o dom.

Era preciso aprimorar seu iminente talento.

Que começou aos 3 anos de idade com o judô.

Em uma escola de educação infantil no bairro Velha.

Onde aprendeu os primeiros fundamentos com uma referência: Ademir Schultz.

Wesley com o técnico Ademir Schultz. Foto: Arquivo pessoal

Com 4 anos, foi introduzido no jiu-jitsu.

Pelas mãos de outro técnico extremamente capacitado e respeitado no meio.

Everson de Oliveira (Preto) era professor de uma academia no bairro Água Verde.

Posteriormente, abriu a VO2.

O garoto foi junto.

Está lá até hoje.

Everson Preto e Wesley Niels. Foto: Arquivo pessoal

Em agosto de 2014 fui até a academia da rua João Pessoa.

Produzi uma matéria para o Jornal do Meio Dia da RIC (NDTV) falando dos destaques da modalidade.

Wesley foi um dos personagens que entrevistei.

Enxerguei brilho nos seus empolgados olhinhos.

Confiança em seu propósito.

Desde cedo ele sabia o que queria.

Wesley em entrevista para a RICTV Record em 2014. Foto: VO2 Academia

Mimo, como é carinhosamente chamado, usou o jiu-jitsu como um complemento importantíssimo no processo.

No judô foi ganhando cada vez mais confiança sob o comando de Ademir Schultz Junior.

Wesley com os técnicos Ademir Schultz e Ademir Schultz Junior. Foto: Arquivo pessoal

Seu crescimento é fantástico.

Já são mais de 150 medalhas conquistadas.

Dezenas de títulos de peso para sua idade.

Sendo que o mais recente, o de maior impacto, foi alcançado na última segunda-feira (21), em Aracaju, capital do Sergipe.

Entrevista logo após ser campeão brasileiro escolar. Foto: Reprodução/ internet

Campeão brasileiro escolar.

Aos 16 anos.

Depois de cinco vitórias na etapa nacional da Gymnasiade.

Um feito e tanto.

Vaga garantida para representar o Brasil na mais importante competição do gênero no mundo, em maio, na França.

Blumenauense foi medalha de ouro na Gimnasiade. Foto: Arquivo pessoal

Nada, no entanto, como adiantado na introdução, veio por acaso.

São mais de 13 anos seguidos de luta.

De muito trabalho no dia a dia.

De privações pessoais.

Não temos a exata ideia do que um atleta passa.

Só sabemos o básico.

Sobretudo em um esporte individual.

Tão pouco valorizado e reconhecido.

A foto abaixo diz muita coisa.

Wesley cansado entre uma luta e outra. Foto: Arquivo pessoal

Quantos rolês e baladinhas teve de abrir mão.

Quantas tentações no caminho.

Substituídas por descanso, dieta, viagens, alojamentos, competições…

Wesley, a mãe Helen e o irmão Vinicius. Foto: VO2 Academia
Tomando banho de rio em um evento de moto no Tatutiba. Foto: Arquivo pessoal
Brincando na piscina com os amigos. Foto: Arquivo pessoal
Se divertindo em uma festa de Halloween. Foto: Arquivo pessoal
Em um alojamento com os colegas de luta. Foto: Arquivo pessoal
Em uma competição com integrantes da equipe. Foto: Arquivo pessoal
Wesley em uma luta no ginásio do Ipiranga. Foto: Arquivo pessoal

Como se não bastasse apenas se concentrar no treino, é preciso promover feijoada, pastelada e até aulão para ajudar nas despesas.

Sempre, invariavelmente, com o incentivo dos pais.

Que pegam junto.

Em quaisquer circunstâncias.

Sem contar o lado emocional.

As armadilhas que a vida prega.

Quem não tem uma boa base mental, sucumbe.

Com o pai Wandrey Niels. Foto: Arquivo pessoal

Um preço altíssimo.

Pesado.

Por isso bem poucos chegam lá.

Mobilizando o adversário em uma luta. Foto: Arquivo pessoal

Wesley Leonardo Niels.

Golpe aplicado em 2014 e que foi repetido essa semana. Foto: Arquivo pessoal.

Que orgulho da tua (ainda curta) biografia!

Campeão em um torneio de Blumenau. Foto: Arquivo pessoal

Você é gigante!

Wesley em um hotel na Bahia durante uma competição. Foto: Arquivo pessoal

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