InícioJustiçaCondenada quadrilha que furtava e vendia carne vencida para churrascaria

Condenada quadrilha que furtava e vendia carne vencida para churrascaria

Foram julgados nesta quarta-feira (26) na Comarca de Gaspar os dez integrantes de uma quadrilha que furtavam carne imprópria para o consumo humano e a distribuíam para uma churrascaria em Itajaí. Os réus foram condenados por furto qualificado, receptação qualificada, crime contra as relações de consumo e organização criminosa. As penas variam de 9 a 4 anos de reclusão, em regime fechado e aberto, de acordo com a participação de cada um.

O grupo foi localizado durante a operação El Patron, da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em janeiro de 2021. A ação ocorreu nas cidades de Itajaí e Balneário Piçarras. Durante as investigações, foram apreendidos cerca de 800 quilos de carne imprópria para consumo humano. O restaurante que servia os produtos foi interditado.

De acordo com a ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cinco funcionários de uma empresa, que fabrica biodiesel e ração animal a partir de carne vencida recolhida em supermercados, furtavam o produto e o vendiam aos proprietários de uma churrascaria. Os donos da churrascaria também foram condenados, já que serviam o produto ilegal aos clientes.

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O MP ainda ressaltou que todos os envolvidos estavam cientes da prática criminosa, uma vez que as embalagens mostravam a data de validade expirada. Além disso, o transporte e o local em que eram armazenadas, tanto nos caminhões como no restaurante, também eram irregulares, desobedecendo às regras sanitárias.

Os cinco funcionários da empresa foram condenados pelo crime de furto, qualificado por haver abuso de confiança, já que tinham acesso privilegiado às carnes na condição de colaboradores. Já o dono da churrascaria e quatro de seus funcionários foram sentenciados pelo crime de receptação.

A caracterização de organização criminosa se deu porque os denunciados criaram toda uma logística em torno da situação e atuaram com uma estrutura ordenada, com divisão de tarefas, para a obtenção de vantagem econômica. O Poder Judiciário não informou a identidade dos envolvidos, nem o nome da churrascaria.

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