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Esporte: Um museu do futebol na cidade do esporte amador, por Emerson Luis

Falta definir a temática.

Mas a tendência é que Blumenau ganhe um museu do futebol.

Que será construído no subsolo do ginásio Sebastião Cruz.

Museu fica anexo a um centro comercial em Porto Belo. Foto: Reprodução/internet

O Museu da História do Futebol (MUHF) que fica na BR 101, em Porto Belo, dentro de um centro comercial, é uma inspiração.

A coleção tem mais de 3.000 peças originais e réplicas.

Itens ligados às 21 participações do Brasil nas Copas do Mundo.

E também de outras seleções.

Após diversas exposições itinerantes, foi inaugurado em 28 de fevereiro de 2019.

A entrada custa R$ 20.

Artigos da seleção brasileira fazem parte do acervo. Foto: MUHF

Em agosto, o Instituto Cultural Soto (ICS), mantenedor do museu, adquiriu um expressivo material sobre o futebol paulista, que anexado ao atual, deve se transformar na maior biblioteca especializada em futebol da América do Sul.

E até do mundo, atrás apenas do Museu Nacional do Futebol, que fica em Manchester, na Inglaterra (fundado em 2001).

Desenvolvido em parceria com a FIFA, possui mais de 2,5 mil objetos.

Museu do Futebol na Inglaterra. Foto: Reprodução/Internet

O museu catarinense não recebe o público esperado com o tamanho do investimento, que passa de R$ 3,8 milhões.

Vindo para cá ganharia nova perspectiva, afinal o nome Blumenau ainda chama a atenção no cenário turístico.

O objetivo é que o turista permaneça por mais tempo na região da Vila Germânica.

Museu do Futebol em São Paulo. Foto: Reprodução/Internet

Porém, essa não é a única proposta que chama a atenção.

A do Estádio Paulo Machado de Carvalho, em São Paulo, agrada.

Une história com interatividade.

Documentários, entrevistas, fotografias, áudios, livros, trabalhos acadêmicos, objetos…

O espaço no Pacaembu está entre os quatro museus mais visitados do país.

O futebol, no fim, tem mais peso, chama mais a atenção do público.

O acesso também tem valor de R$ 20.

Museu do Futebol fica no Estádio do Pacaembu. Foto: Reprodução/Internet

A papelada da licitação já está pronta.

A área que abriga os cerca de 1,5 mil metros quadrados do piso inferior do Galegão está “morta” faz tempo.

Abriga as salas dos funcionários, serve de depósito e estacionamento para carros alegóricos, adereços da Oktoberfest, Páscoa e outros eventos promovidos pela secretaria de Turismo.

Acervo conta com mais de 3 mil peças. Foto: MUHF

Além do museu, o projeto contemplará ainda bar, restaurante, cafeteria e uma loja.

O vencedor poderá explorar o espaço comercialmente por 20 anos (10 + 10).

A previsão é para que toda a burocracia seja resolvida até o fim de janeiro.

E a inauguração até dezembro de 2022.

O valor mínimo de outorga (locação) para o município é de R$ 7,5 mil por mês.

Ginásio Sebastião Cruz, o Galegão, foi reformado em 2007. Foto: Marcelo Martins/PMB

Está especificado no processo que “10% do espaço precisará valorizar a história do futebol de Blumenau”.

Já é um avanço.

Não estou sendo sarcástico.

Em algumas paredes e prateleiras dá para resgatar arquivos vitoriosos.

Como o bicampeonato estadual do Grêmio Esportivo Olímpico, a trajetória de Palmeiras, BEC, Metropolitano, Amazonas e tantos outros.

Além da potência do futebol amador no passado, quando o Campeonato Regional promovido pela Liga Blumenauense de Futebol era concorridíssimo e de muita qualidade.

Olímpico foi campeão da Série A em 1949 e 1964. Foto: Arquivo/GEO

Que venha o Museu do Futebol para Blumenau!

Será bem-vindo.

Porém, sempre imaginei que naquele espaço inferior do Galegão seria construído (conforme promessas) um museu para homenagear os atletas, treinadores, dirigentes, até políticos, enfim, todos com participação direta e indireta nos incontáveis títulos no esporte amador.

Afinal, Blumenau não se orgulha de se rotular como “a capital do esporte amador”?

Para que concentrar toda a energia e investimento em ganhar os Jogos Abertos, por exemplo, se não é possível mostrar as conquistas?

Troféus no chão do auditório da SME. Foto: Reprodução/internet

Porque hoje quem for visitar a Secretaria do Esporte vai encontrar as taças “expostas” no chão do auditório da rua Alberto Stein, na mesma área nobre, valorizada e com potencial de exploração, em frente ao Parque Ramiro.

Melhorou.

Antes as taças ficavam no corredor de acesso às salas dos servidores/comissionados.

Troféus no auditório da SME. Foto: Reprodução/Internet

Não adianta ser campeão e limitar o esforço de um atleta ou de um treinador com apenas desfiles no caminhão do corpo de bombeiros e cerimônias com discursos bajulativos em frente à prefeitura (ou no salão nobre).

Blumenau foi campeão este ano dos JASC e dos Joguinhos. Foto: Reprodução/Internet

Histórias vitoriosas precisam ser eternizadas e contempladas.

Ser um espelho para os mais jovens.

De preferência em uma estrutura que exale respeito.

Que valorize o suor de protagonistas que construíram essa rica biografia.

A partir desta sexta-feira (17) entro em férias por 15 dias.

Obrigado a você que nos acompanhou nesse espaço durante toda a temporada.

Fiquem com Deus!

Até 2022.

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