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Susto e alívio: dono de cão soterrado conta história do resgate que terminou com final feliz

Um cão arteiro, um buraco perigoso, momentos de tensão. O encontro e a aflição de ver o amiguinho preso e correndo perigo para, depois, respirar aliviado junto aos bombeiros com o pequeno prodígio aos braços. Esta foi a sexta-feira do empresário e comunicador Douglas Carlos Threiss, 35 anos, e do pequeno Neguinho, como ele chama o cachorrinho que mobilizou os bombeiros de Gaspar na noite desta sexta-feira última (22) na Rua Pedro Simon, na Margem Esquerda.

Segundo Douglas, que também é voluntário da Associação Gasparense de Amparo e Proteção dos Animais (Agapa), já pelo meio-dia ele deu pela falta de Neguinho, mas por morar próximo a margem do rio, deduzia que ele estava brincando pela região. “Ele costuma descer a barranca para ficar correndo atrás de aracuãs, capivaras, coisa de um cão sempre muito ativo”, disse. Mas o sumiço momentâneo foi se prolongando durante a tarde, o que poderia significar muito mais que uma brincadeira simples.

Douglas voltou do trabalho por volta das 18h30 e a mãe dele já dissera que o cãozinho havia sumido. Foi quando, depois de muito chamar, ele começou a ouvir Neguinho chorando ao longe, e o som vinha do terreno ao lado da casa onde mora. Lá, o avô de Douglas planta capim-elefante para alimentar o gado que cria nas imediações.

As procuras começaram no meio do capim e já sem muita luz natural. Foi quando, depois de muitas idas e vindas entre a vegetação que Douglas encontrou o amiguinho apenas com a cabeça para fora da vala e muito soterrado. “Onde ele estava era o local de uma antiga árvore e, ali, o solo estava irregular, com pequenos túneis, rachaduras na terra e buracos. Numa destas, ele estava atrás de um pequeno animal e deve ter se enfiado em algum daqueles buracos e não conseguia mais sair”, recorda Douglas.

Vídeo: Corpo de Bombeiros de Gaspar
Vídeo: Corpo de Bombeiros de Gaspar

Os movimentos do cachorro acabaram por soterra-lo ali mesmo. Douglas não sabia como desenterra-lo, já que não se tinha ideia da posição que Neguinho estava no buraco. Foi o mesmo problema que os bombeiros encontraram durante o resgate, que precisou de uma boa dose de paciência para que pudessem retira-lo de lá. No final, foi o próprio Douglas que o tirou do local, já que o cão estranhava a presença dos bombeiros e avançava contra eles, assustado.

Um verdadeiro alívio depois de uma procura tensa, aflita e um resgate complicado. Neguinho foi levado para uma clínica em Brusque, onde permanece em observação e, logo, espera-se vê-lo correndo pelos campos da Margem Esquerda, se divertindo como sempre.

Douglas e Neguinho, juntos em uma clínica em Brusque, depois da operação de resgate (Foto: Arquivo Pessoal)

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