InícioSaúdeGaspar adere à lei de pobreza menstrual e terá distribuição de absorventes

Gaspar adere à lei de pobreza menstrual e terá distribuição de absorventes

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que, no Brasil, uma entre quatro estudantes já deixaram de ir à escola por não ter absorventes. Mulheres que menstruam usam, em média, 20 absorventes a cada ciclo menstrual. Tendo uma base de custo de R$ 0,50 por absorvente externo, ao ano ela gasta cerca de R$ 300. Um valor expressivo para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Por esse motivo, em Gaspar, no Vale do Itajaí, foi sancionada a lei nº 4. 144, de Combate à Pobreza Menstrual e Incentivo à Saúde Íntima Feminina. A partir de agora, moradoras da cidade vão contar com uma série de ações voltadas para a promoção da saúde, entre elas, o acesso gratuito a absorventes higiênicos nas escolas da rede municipal de ensino.

A iniciativa deve beneficiar a vida de, pelo menos, 2.600 estudantes matriculadas nas escolas do município. O processo licitatório para compra de absorventes e dispensers para colocação nas unidades de ensino já está em andamento. O texto da lei autoriza, também, o desenvolvimento de programas e ações que visam o desenvolvimento do pensamento livre de preconceito em torno da menstruação. O projeto foi proposto pela bancada feminina da Câmara de Vereadores de Gaspar.

O prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall, sancionou a lei nesta semana. “A pobreza menstrual é um assunto importante e muita gente não conhece. Vamos enfrentar esse problema e garantir dignidade às nossas alunas da rede municipal de ensino. Além disso, vamos trabalhar com ações integradas de saúde, assistência social e educação e enfrentar essa questão, que já é pauta no país inteiro”, conta.

Em Blumenau, a Câmara de Vereadores aprovou na última terça-feira (28), nas sessões ordinária e extraordinária, o projeto de lei que institui o Programa Permanente de Combate à Pobreza Menstrual e Incentivo à Saúde Íntima Feminina na cidade. O documento, de autoria de Almir Vieira (PP), também foi aprovado em redação final ontem (30) e agora será encaminhado à sanção do prefeito Mário Hildebrandt.

O que é pobreza menstrual?

Pobreza menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação, seja por falta de informação, falta de dinheiro para comprar os absorventes, falta de espaços seguros e higiênicos para utilizá-los, falta de acesso à água, entre outros.

Dessa forma, meninas deixam de frequentar a escola, mulheres precisam lidar com o estigma da menstruação e muitas colocam a saúde em risco ao recorrerem a soluções improvisadas como retalhos de pano, jornais ou outros meios não recomendáveis.

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