InícioEmerson LuisEsporte: A obsessão de ser campeão dos Jogos Abertos, por Emerson Luis

Esporte: A obsessão de ser campeão dos Jogos Abertos, por Emerson Luis

Nos últimos dias, as atenções da Secretaria do Esporte têm se concentrado na Olimpíada Estudantil Catarinense e nos Joguinhos Abertos.

As competições vêm sendo disputadas desde o começo do mês em Indaial, Timbó, Caçador, Criciúma, Iomerê e Videira – em Blumenau, o Sesi sediou a etapa estadual da Olesc na ginástica artística.

Timbó recebe de 29 a 31 de outubro provas de atletismo.

Também da Olesc, no mesmo complexo esportivo, de 30 de outubro a 2 de novembro, jogos de vôlei.

A natação será em Indaial de 5 a 7 de novembro.

A programação termina no começo de dezembro, com a etapa estadual dos Joguinhos em Criciúma.

Atletismo será em Timbó de sexta-feira até domingo. Foto: Antonio Prado

Fala-se tanto na base, na formação, nos decantados polos de iniciação, mas com raríssimas exceções, a cidade se preocupou em ganhar, por exemplo, a Olesc.

Tanto é que das 18 edições realizadas, Joinville é disparado o maior campeão com 10 títulos.

Contra quatro canecos nossos (2007, 2012, 2013 e 2018).

Depois aparecem Jaraguá do Sul e Criciúma com dois títulos cada um.

Só que desta vez a cobrança é diferente.

Soube que existe uma pressão interna para vencer o embate com atletas de 14 a 16 anos – esse ano a faixa etária aumentou para 17 anos.

Sesi foi sede da ginástica artística. Foto: Reprodução/Internet

Já nos Joguinhos (15 a 19 anos), a pegada com Joinville é acirradíssima.

Cada cidade tem 13 títulos.

O último caneco erguido por Blumenau foi em 2011 – por isso também existe uma forte exigência para acabar com a seca de 10 anos.

Os outros troféus vieram em 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1998, 1999, 2000, 2002, 2008.

Também já foram campeões Florianópolis, em 1989 e 2001, e Concórdia, em 1988.

Chapecó é o atual vencedor.

Karatê masculino foi campeão dos Joguinhos. Foto: Reprodução/Internet
Karatê feminino também foi campeão. Foto: Reprodução/Internet

Quando o assunto é Jogos Abertos a cobrança é ainda maior.

Afinal, o foco, a obsessão dos dirigentes e políticos sempre foi ganhar os JASC.

A surra nos “concorrentes” é grande.

Chega a não ter graça.

Dirigentes comemoram título dos JASC. Foto: Reprodução/internet

56 edições já foram realizadas.

Blumenau foi campeão 42 vezes!

Entre 1967 a 1991 foram 24 troféus de 1º lugar seguidos.

Bem distante vem Florianópolis com 8 canecos (1960, 1961, 2001, 2002, 2009, 2010, 2011, 2012).

Joinville (1963, 1966, 1993) e Itajaí (2014, 2015, 2017) com três conquistas.

Em 2021, de 20 a 28 de novembro, o encontro será em São José.

Troféus de Blumenau no auditório da SME. Foto: Reprodução/Internet

Por conta da disparidade nos confrontos, sempre me intrigou o que leva Blumenau a seguir com essa obstinação.

Conversei com o secretário do Esporte Ricardo Echelmeier.

Que não fez rodeios.

Foi sincero ao afirmar que o principal objetivo (sempre) é ser campeão dos JASC.

Pensamento que é compartilhado por atletas e treinadores com quem também abordei o tema.

Parece existir um mantra, uma “lavagem cerebral” coletiva.

É como se cada integrante da delegação disputasse uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada.

Em conversa com o secretário Ricardo Echelmeier. Foto: Divulgação

Até para o prefeito, vencê-la é questão de honra.

Embora aparentemente Mário Hildebrandt não tenha ficado satisfeito com o excesso de importações.

A ponto de a partir de 2022 liberar bolsa-atleta apenas para quem reside na cidade.

Boa, prefeito.

Blumenau comemora o título dos JASC de 2019. Foto: Reprodução/Internet

Temos de valorizar quem é daqui.

O esporte blumenauense não precisa mais de paraquedistas.

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