InícioNutriçãoNutrição: a importância da mastigação, por Manoela Fenilli

Nutrição: a importância da mastigação, por Manoela Fenilli

A mastigação adequada, como já pincelamos por aqui, é fundamental para nossa saúde. Ela interfere desde quebra e digestão até absorção e destino final dos alimentos e nutrientes – o que impacta diretamente na nutrição que nosso corpo recebe. O ato de mastigar tem ligação direta com nosso centro de fome e saciedade cerebral. Então muitas vezes a ingestão alimentar aumentada e problemas de compulsão e ansiedade podem estar sofrendo interferência pela mastigação não adequada.

Mas é algo que na correria do dia a dia raramente nos preocupamos. Encontramos pessoas geralmente focando na qualidade de suas refeições, mas não em como está sendo o primeiro e talvez mais importante contato do alimento com nosso organismo.
É na boca que se inicia a digestão da maioria dos alimentos, então quanto maior o tempo de mastigação, mais liberação de saliva que contêm enzimas que tornam mais fácil a digestão e consequentemente absorção dos nutrientes provenientes daquele alimento.

Quanto menos correta a mastigação acontecer, mais chances dos principais problemas ocorreram: má digestão por pedaços grandes de alimentos e sintomas como azia, distensão abdominal e produção de gases; o cérebro não conseguir interpretar que “estamos comendo” e reduzir o poder de absorção dos nutrientes; a função mecânica da mandíbula no ato de mastigar ocorre na menor frequência aumentando tensão, enxaqueca e podendo levar a problemas como bruxismo. E além de tudo isso, causa desequilíbrio na modulação intestinal, podendo interferir em vários sistemas e regulações e até na imunidade a médio/longo prazo.

Isso porque com a mastigação incorreta inicia um processo inflamatório de baixo grau, causado mesmo pelos “pedaços de alimentos” não quebrados e/ou digeridos, e isso pode se expressar de maneiras diferentes no organismo, potencializando risco de mais dor de estômago, hérnia de ato, refluxo, aftas, sensação de empanturrado e até irritabilidade, falta de concentração, sonolência e fadiga.

Quando comemos rápido comemos mais do que precisamos porque realmente não dá tempo para saciedade cerebral ser acionada. Então até para tratar de distúrbios alimentares e emagrecimento precisamos focar na mastigação mais adequada.
E então, na prática, como podemos melhorar a mastigação? Seguem algumas dicas fáceis para o dia a dia:

– Primeiro realize uma respiração e procure a calma para se alimentar; olhar para o seu prato e tentar imaginar como será o sabor daqueles alimentos ajuda o corpo a se preparar melhor para receber aquela refeição;

– Troque seu garfo para um tamanho menor (de criança ou sobremesa) e tente colocar pequenas porções por vez na boca. Isso também facilita a mastigação e aumenta a produção de saliva e ambos ajudarão para uma mastigação mais adequada. Pedaços grandes na boca dificultam muito todo processo. O ideal é contar mentalmente de 15 a 30 mastigadas antes de engolir;

– Também é importante focar na sua refeição, evitar comer assistindo TV ou distraído no celular. Você merece ter o seu tempo para realizar uma refeição tranquila e de qualidade.

Vamos caprichar então? Mastigação devagar e adequada resolve em média 40% dos problemas. Se dê ao prazer de saborear os alimentos com calma e receber de maneira correta toda nutrição!

Texto escrito por MANOELA KRAEMER FENILLI

Manoela Kraemer Fenilli é nutricionista formada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali-SC) em 2007. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional e Nutrição Esportiva Funcional pela VP/Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul-SP). Atendimentos personalizados com foco em modulação intestinal, emagrecimento, câncer, desequilíbrios nutricionais e nutrição para atletas e praticantes de atividade física. CRN 7668.

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