InícioEmerson LuisEsporte: Um passado sem museu, por Emerson Luis

Esporte: Um passado sem museu, por Emerson Luis

Museu da Família Colonial.

Museu Fritz Müller.

Museu de Hábitos e Costumes.

Museu de Arte.

Museu do Cristal.

Museu da Cerveja.

Museu da Água.

Museu dos Clubes de Caça e Tiro.

Boa parte da nossa cultura e tradição podem ser relembradas nesses locais.

Museu da Família Colonial na Alameda Duque de Caxias. Foto: Internet

A história de Blumenau também passa pelo esporte.

Só que a cidade mais vencedora de Santa Catarina simplesmente não valoriza como deveria as conquistas e seus personagens.

Sua presunçosa hegemonia é registrada em fotos e taças amareladas pelo tempo.

Os mais recentes troféus estão expostos na recepção do prédio alugado pela Secretaria do Esporte.

Os demais ficam espalhados no interior da sede da Rua Alberto Stein, muitos no chão.

É preciso ter cuidado para não esbarrar com um deles no corredor que dá acesso às salas de servidores e comissionados.

Desleixo, bom destacar, que não remete a essa administração.

Sede da Secretaria do Esporte. Foto: Divulgação/Internet

No antigo prédio da Comissão Municipal de Esportes (CME) existia zelo e respeito pela história.

Havia um espaço reservado para expor os triunfos.

Embora a estrutura já estivesse de alguma forma comprometida, era possível visitá-lo e ter orgulho do passado.

Antigo prédio da CME na Rua Jacó Brueckheimer. Foto: Reprodução Internet

Faz tempo que a criação do Museu do Esporte não passa de promessa.

Deveria ser construído no Ginásio Sebastião Cruz.

Boa parcela da população conhece o Galegão externamente.

Uma bela obra concebida por Egon Belz (que faleceu em dezembro de 2007), embora não finalizada conforme projetada.

Há quem o frequente em dia de jogos.

Especialmente quando está cheio e com a torcida atuante, se transforma em um lugar mágico.

No entanto, quase ninguém conhece suas entranhas, a parte de baixo do interior do imóvel, onde na década de 80, moleques como eu corriam ao seu redor, subiam e desciam escadas em treinos físicos sob o comando do saudoso Ariberto Vieira.

Hoje temos lá uma espécie de escritório, construído para abrigar os funcionários, salas para modalidades como futsal e tênis de mesa, além de diversas alegorias e adereços de festas espalhados pelo local.

Arquiteto Egon Belz. Foto: Reprodução Internet
Ginásio do Galegão visto do Parque Ramiro. Foto: Reprodução Internet
Ginásio Sebastião Cruz em jogo do futsal. Foto: Reprodução Internet
Galegão antes da reforma de 2007. Foto: Reprodução Internet

A geração atual não conhece essa herança tão decantada.

Não faz ideia de que das 57 edições dos Jogos Abertos, Blumenau ganhou 42.

De que vale a obsessão de ser campeão se o município não consegue nem sequer cuidar do seu espólio?

Crianças na sala de troféus das categorias de base do Avaí. Foto: Alceu Atherino / AVAÍ F.C.

A imagem acima de alunos de uma escola de Florianópolis visitando a sala de troféus do Estádio do Avaí explica por si só o que isso representa.

É assim também no Figueirense, no Criciúma, na Chapecoense…

Clubes que valorizam suas trajetórias e seus êxitos.

Seria exigir demais que os clubes daqui fizessem o mesmo.

Mesmo assim, cada um a sua maneira, tem um espaço reservado para expor suas taças.

O Metropolitano no CT.

E o Blumenau na recém alugada sede no bairro Água Verde. 

Estádio Heriberto Hulse em Criciúma. Foto: Engeplus
Estádio Orlando Scarpelli. Foto: Figueirense Futebol Clube
Arena Condá em Chapecó. Foto: Reprodução Intenet

Com frequência, a Associação Blumenau de Karatê promove uma exposição nos shoppings da cidade.

Um testamento na prática.

Exposição da Associação Blumenau de Karatê. Foto: ABK

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

Últimas notícias

    error: Toda e qualquer cópia do Portal Alexandre José precisa ser creditada ao ser reproduzida. Entre em contato com a nossa equipe para mais informações pelo e-mail jornalismo@alexandrejose.com