InícioEmerson LuisEsporte: Juntando os cacos, por Emerson Luis

Esporte: Juntando os cacos, por Emerson Luis

Foi o que o Metropolitano começou a fazer esta semana com a retomada da base.

Que inicialmente vai se concentrar na categoria sub 17.

Necessariamente com garotos de Blumenau.

Pode aparecer um ou outro da região.

Só que a dificuldade para se manter será maior.

19 se apresentaram.

8 têm vínculo com o clube.

4 foram indicados.

Outros quatro vieram de escolinhas.

3 chegaram de forma aleatória.

Para fechar o grupo com 25 peças, uma peneira deve ser realizada no próximo dia 19, na Associação Altona, onde vão acontecer os treinamentos.   

Comissão técnica foi apresentada na última terça-feira. Foto: CA Metropolitano

O projeto será comandado pelo Instituto Metropolitano.

Dentro de campo pelo técnico Yago Guilherme Nazario.

E pelo preparador de goleiros Arthur Winter Goulart.

Ainda falta um preparador físico – quem está quebrando o galho é Yago.

O mordomo será Diego Gomes de Farias.

Todos são da comissão técnica que disputou a Série A profissional.

Yago foi auxiliar de Dyego Coelho e Paulo Massaro.

Foi o que restou da parceria com a AS que deve ter o contrato rompido naturalmente ainda este mês.

Yago Nazario e Luis Carlos Koch. Foto: Emerson Luis

Fora das quatro linhas, a responsabilidade será do presidente do Instituto, Luis Carlos Koch.

Que apresentou um cronograma de resultados gradativos, a médio e longo prazos.

Que exclui, contrariando a proposta inicial da diretoria executiva, a participação na Copa Santa Catarina.

Ela não está descartada.

Depende de recursos.

Gostei da sua transparência e sinceridade.

A estrutura oferecida será do CT Romeu Georg.

Para a troca de uniforme e mais uma ou outra necessidade.

Não haverá ajuda de custo.

Talvez o vale transporte para quem necessitar.

O Instituto não tem condições sequer de receber alguém para morar na concentração.

Procura patrocinadores.

Pode soar exagerado, mas é roupa de cama que precisa comprar e lavar, banhos diários, ar condicionado (tem boleiro que liga mesmo no inverno), café, almoço e janta no refeitório, televisão na sala de jogos…

Quem tem condições para suprir algumas carências, em tese, não vai colocar dinheiro na frente.

Em 2022 pretende captar recursos do Imposto de Renda junto ao Ministério da Cidadania.

Por ora, essa é a dura realidade.

Chuveiros do CT do Metropolitano. Foto: Emerson Luis
Quarto do CT do Metropolitano: Foto: Emerson Luis
Sala de recreação do CT. Foto: Emerso Luis
Almoxarifado do CT. Foto: Emerson Luis

O pouco da receita que o clube tem serve para pagar quatro funcionários.

Os três integrantes da comissão técnica citados e a secretária.

Tem ainda a manutenção do CT que ganhou corpo nos últimos anos e gastos com água, energia, internet, telefone…

Uma despesa fixa de aproximadamente R$ 15 mil.

Com uma receita que não cobre esse valor.

Para se ter uma noção, no último balanço de abril, o pagamento de 63 sócios adimplentes proporcionou uma arrecadação de R$ 3.542.

A queda para a segunda divisão foi um tombo.

“Quebrou” as pernas do clube novamente.

A diretoria ainda paga as contas da Série A, orçadas em R$ 700 mil – incluindo a troca do gramado e as reformas do estádio em Ibirama que passaram dos R$ 300 mil.

CT Romeu Georg fica no Fidélis. Foto: Emerson Luis

Essa meninada está sendo preparada para disputar ainda este mês um torneio no Clube de Caça e Tiro Velha Central.

E em dezembro, a Copa Cidade de Blumenau, organizadas pela Secretaria Municipal de Esporte e Liga Blumenauense de Futebol, que pode ser reeditada.

Existe ainda a possibilidade de jogar o campeonato municipal de futebol amador.

Nesse caso, a viabilidade é mais complicada, pois só cinco atletas abaixo de 20 anos podem ser inscritos.

Mas não dá para descartar porque uma das metas é aproveitar gente que atua no amador e que reclama da falta de chances.

Os eventos promovidos pela Federação Catarinense de Futebol, que não são obrigatórios, porém dão mais visibilidade, estão vetados por falta de receita.

Elenco campeão de 2018. Foto: CA Metropolitano

A propósito, como tem jogador que desistiu do futebol profissional!

Exemplo:

Daquele elenco campeão da Série B de 2018, o lateral Dudu, o zagueiro Pershun e o volante Riba (todos formados na base) e o meia Maurílio (que veio do BEC depois ser campeão da Série C de 2017) abandonaram.

Já Igor Kohler trabalha como preparador de goleiros no Tupi de Gaspar onde foi revelado.     

É de cortar o coração.

Um desperdício.

A pessoa investe tempo e energia em uma profissão que ama, um objetivo de vida, e de repente, por falta de oportunidade, de calendário, e até de pagamento, desiste de tudo.

Primeiro contato com bola do time sub 17 na Altona: Foto: CA Metropolitano

O Yago fez o caminho inverso.

Largou há seis anos sua empresa de autopeças para se dedicar ao futebol.

Fez curso de treinador online e presencial.

Se aprimorou.

Foi analista na base.

Auxiliar no profissional.

Trocou o certo pelo duvidoso.

Fez isso porque até mesmo sonhos precisam de recomeços e novos personagens.

Base do Metropolitano no passado. Foto: CA Metropolitano

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