InícioEmerson LuisEsporte: O pai da criança, por Emerson Luis

Esporte: O pai da criança, por Emerson Luis

Certamente você já ouviu a expressão que dá nome ao título desta coluna.

Assim como se for blumenauense ou já estiver por aqui há um bom tempo, não soará estranha a máxima “o problema da cidade é o ciúme de homem”.

Pelo visto as duas expressões já estão conectadas na municipalização do Sesi.

Estádio do Sesi ainda sem as cadeiras. Foto: Fiesc

A Câmara de Vereadores criou uma comissão.

Cinco representantes (Alexandre Matias, Carlos “Alemão” Wagner, Gilson de Souza, Ito de Souza e Marcelo Lanzarin) vão acompanhar o andamento do processo.

Não foi uma boa introdução já que um vereador cedeu seu lugar para outro colega, atuante no tema, e até então preterido.   

Temos representantes que defendem a causa faz tempo.

Antes mesmo de assumir a cadeira.

Como também tem gente que está aproveitando a carona.

Momento ideal para ser “responsável” (o pai da criança) pela concretização do negócio.

Que espera-se que favoreça não só o futebol e o esporte, pois não devemos limitar nossa visão.

Com o entretenimento, por exemplo.

O estádio, a estrutura como um todo, têm condições de produzir grandes eventos.

Qual o último grande show que Blumenau recebeu?

Tivemos espetáculos de ponta, bom que se diga, em ambientes fechados e particulares.

O Parque Vila Germânica recebeu os mais diversos gêneros musicais como Bruno e Marrone, Ivete Sangalo, Ira e Roberto Carlos.

Apresentação de Roberto Carlos na Vila Germânica: Foto: Reprodução

No Teatro Carlos Gomes já se apresentaram nomes como Almir Sater, Expresso Rural, Melim, Nei Matogrosso e Zé Geraldo.

Expresso Rural no Teatro Carlos Gomes. Foto: Reprodução

Em casas noturnas já tivemos Armandinho, Chitãozinho e Xororó, Pouca Vogal, Paralamas e Zé Ramalho.

Show do Paralamas no Espaço Bierhaus. Foto: Reprodução

E no próprio ginásio do Sesi Capital Inicial, Lucas Lucco, Nando Reis e os Infernais e Roupa Nova.

Quem viveu, viu.

Roupa Nova se apresentou em Blumenau em 2008. Foto: Reprodução

Há tempos que Blumenau vive da fama da Oktoberfest.

Antes mesmo da pandemia os grandes eventos começaram a rarear.

Tudo ficou gourmetizado e caro.

Quem curte uma atração nacional ou internacional teve ultimamente de pegar a estrada para Florianópolis e Curitiba.

Ao ar livre, na brisa, no sereno, só consigo lembrar do Skol Rock.

111 bandas.

Entre elas Barão Vermelho, Biquini Cavadão, Camisa de Vênus, Nenhum de Nós, Titãs e Ultraje a Rigor se apresentaram na década de 90 na Prainha.

Em 22 de outubro de 1995 calcula-se que a apresentação dos Mamonas Assassinas reuniu 42 mil pessoas na Ponta Aguda.

Também teve um show da Anita no estacionamento do Shopping Norte em 2016.

Essa é uma carência que também deve ser suprida. 

Talvez até o Centro de Convenções.

Surgiu essa semana a informação que os interessados no empreendimento cansaram de esperar pelos R$ 28 milhões prometidos pelo governo do estado desde 2017.

O Sesi possui um auditório, para 150 lugares.

Sem contar o salão social que pode receber até 800 pessoas.

Além de um estacionamento amplo.

Tudo pode ser adaptado e ampliado.

Apresentação do Mamonas Assassinas na Prainha. Foto: Caio Santos

O projeto da Escola S que até então seria implantado no bairro Vorstadt foi transferido para os núcleos do Senai, nas ruas São Paulo e Max Hering.

Um investimento de R$ 90 milhões nas áreas de educação, tecnologia e inovação.

Logo, o esporte deixou oficialmente de ser prioridade.

Após encontro em Florianópolis do prefeito Mário Hildebrandt com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Mario Cezar de Aguiar, se decidiu pela criação de um grupo de trabalho, composto por representantes da Prefeitura e da Fiesc.

Diz o texto da assessoria de Comunicação que a ideia é apresentar uma proposta de encaminhamento que seja adequada tanto para o município quanto para as entidades da Federação em um prazo de 120 dias e garantir um consenso quanto à destinação do espaço. 

Também deve ser definido um valor X porque não consigo imaginar que tudo aquilo será simplesmente doado ao município como pretende o poder público, após o envio de um ofício ao Sesi/SC que recorda da inauguração do espaço por meio de parceria.

Entre 1973 e 1978, a Prefeitura adquiriu e posteriormente doou o terreno à instituição.

O objetivo, na época, era a construção de uma Vila Olímpica ou um Complexo Esportivo, cuja estruturação ficou a cargo do Serviço Social da Indústria. 

O documento destaca ainda a legitimidade do pedido, uma vez que duas leis preveem a reversão na doação das áreas na hipótese da interrupção das atividades para as quais foram previstas inicialmente.

Prefeito Mário Hildebrandt esteve reunido na capital. Foto: Fiesc

A prefeitura quer saber qual o custo da manutenção.

Afinal estamos falando de um terreno de 320.000m² – 22.000m² de área coberta e com atividades.

Só a academia chegou a ter 16 professores que contribuíam para uma despesa anual de R$ 300 mil.

Antes da pandemia, cerca de 100 funcionários faziam a conservação do complexo.

Fico imaginando como seria a mesma supervisão sob novo comando.

Resta saber se as autarquias, de fato, vão todas se transferir para esse “sonhado” Centro Administrativo, como se especula.

Deixarão mesmo de pagar aluguel?

Ouvi dizer que o valor passa de R$ 600 mil!

Alguém não deve estar muito contente com essa história.

Complexo Esportivo do Sesi tem área de 320.000m². Foto: Fiesc

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