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Esporte: Talvez seja melhor se divorciar e dar um tempo, por Emerson Luis

“Estamos de novo na Série B. Tem que haver mudanças internas. Chega de hotel 5 estrelas no CT. Amanhã tem que haver dispensa no mínimo de 15 pernas de pau. Chega de comer e beber de graça.”

O xingamento foi postado por um diretor no grupo de WhatsApp criado para divulgar as notícias do Metropolitano no calor da derrota para o Criciúma por 2 x 0.

Em questão de minutos foi apagado pelo autor – mas consegui salvar a tempo. 

Confirma a irritação com o pífio desempenho do time e por extensão atesta o que já abordamos aqui no Portal, o clima de animosidade entre a diretoria e a empresa que toca o Futebol.

Se a atmosfera já era tensa, aumentou com a iminente queda para a segunda divisão.

Derrota para o Criciúma deixou o Metropolitano em situação delicada. Foto: Celso da Luz/CEC

A troca de acusações durante a competição (ou a transferência de responsabilidade) sobre o atraso no início dos trabalhos para o estadual foi o que veio a público.

Mas sabe-se que o ambiente ficou pesado em alguns momentos.

A harmonia nunca foi plena.

As duas partes sempre se aturaram.

Lembra um casamento que entrou em crise.

Que teve pouco tempo de namoro.

Sem encanto, sem conquistas, a relação se desgastou.

Tem hora que não adianta forçar a barra.

O melhor a fazer é se separar.

De preferência de forma amigável.

Talvez seja o momento (independente da queda) do rompimento entre Metropolitano e AS.

Me disseram que recentemente o contrato foi renovado por mais cinco anos.

Não quis acreditar.

O presidente Valdair Matias me afirmou que o vínculo termina em junho.

Parceria foi firmada no segundo semestre de 2020. Foto: Reprodução

O Metropolitano sempre foi considerado um time de empresários.

Que ajudaram no processo de evolução e profissionalização, mas que tinham como meta ganhar dinheiro.

Em todo lugar é assim.

Só precisa ser bom para os dois lados. 

O problema atual é ausência de atletas formados no clube.

E as prioridades de quem está no comando.

Paulo Roberto Gonzaga (Paulinho), cria do Metropolitano, atua no Japão. Foto: Internet

Dezenas de moleques foram para o exterior.

O que pouco ou quase nada se sabe foram os valores envolvidos.

Uma caixa preta que ajudou a produzir descrédito na praça.

O último negócio envolveu Ruan Oliveira, que veio do Paraná, ficou pouco tempo por aqui, o suficiente para alguém enxergar potencial e agenciá-lo.

Mesmo com o rebaixamento de 2019, assinou com o Corinthians.

Com muita insistência soube que foi emprestado por R$ 100 mil reais- na época devidamente fatiados entre os empresários.

Para o Metrô, cujo o meia-atacante segue vinculado, sobrou apenas 10%.

Ruan Oliveira em ação pelo Corinthians. Foto: Reprodução

A base foi desmontada.

Não tem competição, de fato, há mais de um ano.

Contudo é de uma infelicidade sem tamanho abrir mão de uma única categoria.

Como vender um jogador se ele não treina e principalmente não aparece?

Hoje no elenco profissional de 31 jogadores, só há dois atletas da casa.

O goleiro Neto de 19 anos (considerado 4º goleiro).

E o volante Vinícius Demmer de 21 anos (que começou o estadual como titular e perdeu espaço).

Isso explica muita coisa.       

Goleiro Neto: Foto: Reprodução/egol.com.br
Vinicius Demmer. Foto: Reprodução/egol.com.br

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