Início Emerson Luis Esporte: Respeito ao torcedor, por Emerson Luis

Esporte: Respeito ao torcedor, por Emerson Luis

“Passar por isso não estava em nenhum momento nos meus planos. É um momento de repensar as atitudes. Assumimos o clube no início do ano. Não venho aqui transferir desculpas, pois sabíamos o que a gente iria enfrentar. Eu assumi o clube porque o Rampinelli assumiu junto. Olhando para trás, há quatro meses, não tinha ninguém para tocar o clube. Fomos corajosos e corremos o risco pensando em reerguer o Criciúma. Ao Conselho de Administração coloco meu cargo à disposição, pois até aqui fracassamos no futebol”.

“Não estamos envergonhados, pois fizemos com muita dedicação. Eu perco e sinto de duas formas: como presidente e também como grande torcedor que sempre fui. Eu diria que é o dia mais triste da minha vida (chorando)”.

Anselmo Freitas, presidente do Criciúma.

Presidente Anselmo Freitas. Foto: Guilherme Hahn/Especial 4oito

“Infelizmente, não tivemos capacidade de fazer uma equipe forte. O grande culpado disso tudo sou eu. Eu sou o diretor de futebol, todas as contratações passaram por mim. No futebol, quem manda o diretor de futebol para casa é o resultado”.

“Vai ficar marcado na minha história que eu coloquei o Criciúma na Série B do Catarinense, assim como os títulos que tivemos aqui. Eu peço perdão aos torcedores, ao presidente, ao Conselho, aos funcionários, a todos, pois não tem mais como eu continuar como diretor de futebol do Criciúma”.

Valdeci Rampinelli, diretor de Futebol do Criciúma.

Valdeci Rampinelli. Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma Esporte Clube

“É um momento muito difícil de falar. Essa tristeza é geral, a minha então acredito que é até maior porque é realmente um momento difícil, mas eu quero dizer que eu continuo em Criciúma, eu continuo no mesmo lugar, eu continuo sempre à disposição. Se tem uma coisa que eu não vou fazer é me esconder de ninguém. Porque uma coisa que eu aprendi é ter responsabilidade”.

Wilsão, técnico do Criciúma

Humildade, transparência, coragem e comprometimento em depoimentos do presidente, do diretor de Futebol e do treinador (junto com seu auxiliar), registrados na noite de quarta-feira (22), logo após o rebaixamento inédito do Criciúma Esporte Clube para a segunda divisão estadual.

Entrevista coletiva que foi “interrompida” porque os dirigentes fizeram questão de prestar esclarecimentos.

Respeito aos torcedores, patrocinadores, colaboradores e profissionais da Imprensa, como pode conferido aqui.

Técnico Wilsão. Foto: Celso da Luz/Criciúma Esporte Clube
Metropolitano se despediu com derrota em Chapecó. Foto: Giullio Rotermel

Vejam a diferença no tratamento.

Nenhuma nota.

Nenhum pronunciamento oficial.

No grupo de WhatsApp criado com a finalidade de informar o dia a dia do clube, o único que deu a cara para bater, lá mesmo na Arena Condá, foi o técnico Paulo Massaro.

Tentei contextualizar o tema com o presidente e com o gestor.

Com André Santos até consegui um depoimento.

Tive o auxílio da produção do Clube da Bola da NDTV Record TV, que fez o contato na quinta-feira (22), e recebeu o vídeo na manhã deste sábado (24).

Assunto que foi bastante explorado no programa de hoje.

O empresário foi ponderado nas palavras, falou em erros e acertos.

Está disposto a conversar, não descartou a continuidade do projeto (o contrato vence em junho).

Mas voltou a cutucar a indecisão do clube na escolha do presidente, em dezembro, quando supostamente já teria uma base pronta para começar os trabalhos no início do ano.

No caso do presidente, o máximo que consegui extrair do monossilábico Valdair Matias foi a conversa que segue.

– Os jogadores começam a ser liberados?

“Assim que a AS27 for informando, vamos liberando”.

– A parceria vai continuar?

“Ainda não conversamos sobre o assunto”.

Consegue gravar na sexta-feira de manhã?

“Não vou estar em Blumenau. Só na semana que vem”.

– O clube vai se pronunciar sobre o rebaixamento?

Silêncio.

Valdeci Rampinelli e Anselmo Freitas. Foto: TV Tigre

Esperei até o final da tarde para publicar esse material.

O time caiu três vezes em um período de cinco anos- 2017, 2019, 2021.

Mas a sutileza não muda.

A culpa não é de uma única pessoa.

Criou-se um padrão.

Uma postura desnecessária.

Que coloca parceiros que apoiam o clube, injustamente, em um mesmo patamar de frieza e desinteresse.

Indiferença que incomoda e aumenta o descrédito e a antipatia junto ao torcedor.

É ele que se associa, compra camisa, paga a assinatura do pay-per-view, deixa a família de lado, vai ao bar com os parceiros para assistir o jogo, arruma encrenca, briga, xinga, é zoado, sofre pelo time que ama.

No fim, é tratado como um Zé Ninguém.

Ou um Mané.

O termo mais conveniente (ou conivente) para esse momento.

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