Início Geral "Nós nunca vimos algo dessa proporção", diz engenheira sobre enxurrada

“Nós nunca vimos algo dessa proporção”, diz engenheira sobre enxurrada

Uma engenheira e um geólogo da Defesa Civil de Santa Catarina realizaram, na última terça-feira (22), uma análise nas áreas atingidas pelas enxurradas na última semana no Alto Vale do Itajaí. O foco foi a avaliação de risco nos municípios de Ibirama, Presidente Getúlio e Rio do Sul. Também foi realizado um sobrevoo com o apoio do Corpo de Bombeiros para verificar o cenário.

Através deste trabalho, foi possível identificar a extensão da movimentação e características técnicas, que vão ajudar na prevenção de riscos nas localidades. “O movimento de solo foi de grande extensão e aconteceu nas três faces da colina que está na divisa dos três municípios”, comentou a engenheira Ana Colombo, que faz parte do grupo de estudos.

Segundo ela, a quantidade de solo que deslizou a face de Rio do Sul chama mais atenção, porém em Presidente Getúlio, local onde ocorreu a corrida de detritos, atingiu uma área mais povoada e, por isso, a extensão dos danos e mortes foi maior. “A classificação do movimento, sem dúvida alguma, foi um fluxo de detritos e nós como técnicos nunca vimos algo dessa proporção”, completou a engenheira.

Os técnicos destacaram que foram encontrados pontos de deslizamento em todo Vale, indicando a extensão que esse evento atingiu e indicando a necessidade de novos levantamentos para a prevenção e reocupação dos locais atingidos. Quanto à prevenção, foi possível levantar vários pontos de difícil visualização por terra, nas margens de rodovias e alto de colinas, que apresentaram movimentação de menor porte ou “cicatrizes”.

Estes pontos foram cadastrados e as informações serão repassadas para o monitoramento através das defesas civis municipais. Um exemplo ocorreu no município de Ibirama, onde foram identificados algumas áreas suscetíveis a deslizamentos, o que indica a necessidade de remoção dos moradores, caso a chuva retorne para região.

É possível que sejam feitos novos sobrevoos para avaliar a evolução dos locais atingidos e da movimentação de solo registrada. “A Defesa Civil do Estado vai continuar com os técnicos à disposição dos municípios para o levantamento de danos e na produção de laudos específicos”, destacou o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, Aldo Baptista Neto.

Veja também: Equipe do Portal Alexandre José sobrevoa áreas atingidas no Alto Vale

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