Início Emerson Luis Esporte: Pressões e Convicções. Por Emerson Luis

Esporte: Pressões e Convicções. Por Emerson Luis

Na última coluna destaquei a opção de Rogério Ceni em trocar a paz do Fortaleza pelo turbilhão de emoções que é o Flamengo.

O tema central foi a palavra (ou a falta dela) nos dias de hoje.  

O treinador acaba de ser eliminado da Copa do Brasil pelo São Paulo, justamente o clube que poderia ser o seu destino em 2021.

Alguns torcedores tricolores se sentiram preteridos.

Os mesmos que até pouco tempo pediam a cabeça de Fernando Diniz em uma bandeja.

E que na última quarta-feira após a convincente vitória de 3 x 0 sobre o Flamengo demostraram apoio incondicional ao profissional tão execrado.

Como em um passe de mágica tudo mudou da noite para o dia.

“Estamos fechados com Diniz”.

Cosme Rímoli explicou bem os motivos dessa guinada no Portal R7.

Tem muito a ver com a “traição” de Rogério Ceni.

Galvão Bueno chegou a afirmar que “o São Paulo pratica hoje o melhor futebol do Brasil” – Milton Neves também escreveu sobre isso.

Até esses dias, a bola da vez era o Atlético Mineiro.

Ou o Internacional.

Daqui a pouco será o Palmeiras.

Ou quem estiver na liderança.

Ano passado (com sobras) foi o Flamengo.

Somos imediatistas e acima de tudo resultadistas.

E o Flamengo?

Vai se recuperar dessa pancada?

Certamente tem condições.

Só que Rogério Ceni vai começar a sentir o que é trabalhar na Gávea.

Por mais que não seja apontado como um dos culpados pela eliminação (a torcida elegeu Vitinho).

Vai sempre conviver com a sombra de Jorge Jesus.

Já tem gente com saudades do português.

O orçamento rubro-negro é grande.

Assim como as despesas.

Por isso os R$ 7 milhões das semifinais da Copa do Brasil vão fazer falta.

No fim das contas, diante desse cenário de atrocidades do futebol brasileiro quem merece os cumprimentos são os dirigentes do São Paulo.

Que suportaram a avalanche de críticas por manter Fernando Diniz depois dos fiascos no Campeonato Paulista, na Libertadores e Sul-Americana.

Cartolas adoram fazer média com torcida.

Raí e seus pares não se curvaram.

Não cederam.

Tiveram paciência.

Deram tempo e passaram confiança ao treinador.

Tempo tão pedido e essencial para exercer algum tipo de filosofia.

Em qualquer ambiente de trabalho.

Raí, homem forte do futebol no São Paulo. Foto: Uol.com.br

Evidente que nada disso terá valor se o time não conquistar um título na temporada.

Ainda mais quando se sabe que só é bom quem é campeão.

De qualquer maneira, a “teimosia” do departamento de Futebol do São Paulo é digna de elogios, especialmente em um universo cercado de paixão e amadorismo na tomada de decisões.

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