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Esporte: A Câmara de Vereadores precisa de gente que respira o esporte (não só em época de eleição). Por Emerson Luis

Quatro candidatos a vereador com forte ligação com o esporte me procuraram pedindo apoio. 

Conheço todos eles.

Sempre incentivaram e brigaram pela causa.

Alguns naturalmente pelo envolvimento com o poder público.

De qualquer forma não são aventureiros.

Mesmo que todos estejam em busca da primeira vitória.

Invariavelmente votei em parceiros com esse perfil.

E não desta vez não será diferente.

Vou fazer o possível para persuadir familiares, amigos e colegas a tomar a mesma decisão.

Até porque precisamos de gente para defender o esporte (não só nesse período de campanha) na Câmara de Vereadores. 

Um dos principais problemas será convencer as pessoas da importância de ter alguém no Legislativo brigando pelo esporte no dia-a-dia. 

Precisamos de mais quadras, campos de areia, de futebol de grama natural (raríssimos hoje em dia) ou artificial, praças, parques.

Professores de fato incentivando a prática de modalidades coletivas nas escolas públicas e nos polos.

Hoje não temos mais profissionais ensinando a jogar handebol, por exemplo, um esporte tão vitorioso na cidade, que já revelou vários talentos, inclusive para a seleção brasileira.

Vale também para basquete, vôlei, futsal, punhobol, badminton, atletismo, xadrez…

Isso não pode se limitar às escolas particulares.

A responsabilidade hoje recaiu (ou foi transferida) para os ombros das associações de pais. 


Quem se elegeu trabalhando diretamente com o esporte?

O fracasso é histórico e retumbante.

Alguns se deram bem, mesmo derrotados, pois arrumaram uma boca aqui e outra ali.

Mas quem de fato chegou?  

Muitos tentaram. 

Rodolfo Sestrem

Rodolfo Sestrem?

Indiretamente, sim.  

O “Galo” sempre militou na comunicação esportiva, contudo seu leque era mais amplo, jornalisticamente falando. 

A rica biografia no rádio (o carro-chefe) redundou na apresentação e no sucesso de programas como o “o crime não compensa” e “a polícia é notícia”.

Sestrem também trabalhou em televisão.

Naqueles tempos um apresentador era um semideus.

Certamente essa bagagem e seu carisma inimitável colaboraram demais para o exercício de três mandatos (a partir de 1972).

Como vereador, ajudou muitas famílias.   

No fim, foi “traído” pelo povo. 


Temos outro problemão.

Em cada canto, em cada boteco, tem um candidato pedindo voto.

Dependendo da empolgação etílica do eleitor e do discurso do candidato, as chances de convencimento são grandes. 

E não raro se transforma em mais uma derrota para o esporte.

Até porque a maioria nunca priorizou ou entendeu o que isso significa.       

Para o prefeito sancionar ou não uma lei, do esporte por exemplo, ela precisa ser aprovada pela Câmara de Vereadores.

Como devo continuar isento, ainda mais nesse momento, já que não posso divulgar as ações de nenhum candidato, peço a você que faça uma pesquisa no Google, sobre projetos aprovados para o esporte.

O desempenho é pífio.

Até temos vereadores que lutam e conseguem verbas pelo esporte.

Só que precisamos aumentar essa participação.

Quanto mais representantes técnicos e menos aventureiros, melhor. 

Câmara Municipal de Vereadores: Foto: Reprodução

  

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