Início Geral Esporte: O contrassenso dos protocolos sanitários. Por Emerson Luis

Esporte: O contrassenso dos protocolos sanitários. Por Emerson Luis

Depois de seis meses voltei a jogar uma bolinha.

Foi na última quinta-feira (10).

Fora de forma e sem ritmo, usei a malandragem para não enfartar.

Coloquei em prática o que disse Dadá Maravilha:

“Quem tem de correr é a bola. Ela não tem pulmão”.

Só apareceram cinco remanescentes de março (são 15 no total).

O restante foi convidado.

Recomeço.

Faz parte.

Não deveria.

Reconheço que muita gente perdeu o emprego.

E outros seguem com receio.

Todavia invejo patotas organizadas e comprometidas.

E com uniformes.

De todo modo foi legal o retorno.

Todos precisam fazer alguma atividade física e principalmente ter uma válvula de escape emocional.

Mesmo com algumas restrições que são um engodo.

Exemplos:

Eu posso jogar sem máscara.

Mas não posso usar colete (o meu time jogou sem camisa, o outro parecia uma caixa de giz).

Hilário.

Fala-se tanto em higiene.

Só que os vestiários não podem ser usados.

Banho?

Pra quê?

Álcool gel resolve.

Não tem problema ficar com o mesmo fardamento da pelada na mesa.

Tá liberado comer, beber e bater papo no bar.

Como o volume vai aumentando gradualmente me chamou a atenção um forte burburinho no outro lado do estabelecimento.

Em uma roda (juntaram várias mesas e cadeiras) contei 12 pessoas.

O que caracteriza o aglomero?

O churrasco com o grupo não está permitido.

Porém, posso pedir um petisco (como fizemos) e dividir em quatro (ou 12) – o quinto integrante foi embora antes por causa do alvará.

Não consigo concordar com esse faz de conta.

Quem mais estava necessitando recomeçar eram os proprietários e os inquilinos.

Não há contestação nesse sentido.

Sempre defendi isso.

Os aluguéis são caros.

Muita gente quebrou.

Ou teve de fazer empréstimo.

Adoro futebol.

Só que não dá para compactuar com essa falta de critério.

Sobretudo quando gente bem mais preparada atlética e estruturalmente, não consegue autorização para trabalhar.

É uma insensatez sem tamanho liberar a recreação e seguir com as modalidades coletivas profissionais vetadas.

Basquete, futsal, vôlei, handebol…

Por enquanto, atividades em academias e quadras com limitações.

E com máscara.

Tarefas que não são aplicadas nos jogos.

Os atletas trabalham e precisam ter performance no alto rendimento.

Vivem disso.

É sua profissão.

Seu ganha-pão.

Não pode ter contato entre pessoas comprovadamente saudáveis.

Entre patoteiros, muitos sedentários, pode.

O Blumenau Futsal está disputando uma Liga Nacional com os melhores times do Brasil e não pode jogar na sua cidade, no seu estado.

Isso vale também para Jaraguá, Joinville, Tubarão e Joaçaba.

Por causa do tal protocolo de saúde do governo estadual.

Um absurdo!

A equipe blumenauense estreou no Rio Grande do Sul.

Venceu o Atlântico, em Erechim, por 3 x 2.

Os gols podem ser conferidos aqui.

Teve time que já disputou cinco partidas (além de Santa Catarina, Minas Gerais também não está recebendo o evento).

Agora Blumenau fará três partidas seguidas no Paraná conforme a bizarra tabela.

Que não é culpa, bom esclarecer, de quem organiza.

Pelo contrário.

A competição está muito atraente.

Todos os jogos estão sendo transmitidos ao vivo pelo pay-per-view criado pela LNF, depois de 25 anos.

O pacote custa R$ 99.

Tem plano mais completo de R$ 150.

Que pode ser pago em até seis vezes.

Agora, pela ordem, Blumenau vai enfrentar Marreco (Francisco Beltrão), Cascavel e Foz do Iguaçu.

Dias 14, 16 e 19 de setembro.

Os confrontos contra Joinville e Carlos Barbosa só Deus sabe quando vão acontecer.

Imagina o tamanho do desgaste.

Físico, financeiro e mental.

Surreal.

Parafraseando mais uma vez o velho e bom Dadá Maravilha:

“Não venham com problemática que eu tenho a solucionática”.

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