InícioGeralNutrição: o jejum intermitente como uma estratégia alimentar, por Luana dos Santos

Nutrição: o jejum intermitente como uma estratégia alimentar, por Luana dos Santos

O jejum era muito comum na época paleolítica, em que o homem vivia de caça e não tinha acesso aos alimentos o tempo todo. Então o ato de jejuar era algo natural. Hoje, o jejum intermitente é um método de emagrecimento que visa intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação. O objetivo é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura como fonte de energia e com isso haja uma perda da massa gordurosa. Há vários protocolos de jejum de 12h, 16h, 18h, 24h e 48h.

O mais comum é o jejum de 16h, onde o indivíduo fica 16h sem se alimentar (sendo a última refeição o jantar às 20h, voltando a se alimentar no almoço às 12h, por exemplo), e tendo a janela de 8h restantes do dia para fazer suas refeições. Além do emagrecimento, o jejum pode trazer alguns benefícios como redução da gordura visceral (gordura de dentro de órgãos como fígado e rins), longevidade, limpeza e renovação das células do corpo, diminuição da insulina e outras patologias.

As pessoas que melhor respondem ao jejum são aquelas que não sentem fome no período da manhã, acordam enjoados ou se fome, por exemplo, ou também possuem uma digestão mais lenta nesse período. Também respondem bem ao jejum quem possui algumas patologias como resistência à insulina, síndrome metabólica, hipertensão e colesterol elevado.

Durante o período de jejum é permitida a ingestão de líquidos sem calorias como água, café e chás sem adição de açúcares. É importante lembrar que não adianta somente fazer o jejum e continuar com uma alimentação inadequada. Ficar 18h de jejum para continuar comendo industrializados, fast foods, açúcares e gorduras, não irá trazer benefício nenhum para seu corpo e sua saúde. Uma alimentação saudável, contendo frutas e vegetais, é imprescindível em qualquer tipo de dieta ou estratégia alimentar, seja ela para emagrecimento ou ganho de massa muscular.

Porém é uma estratégia onde nem todos conseguem se adaptar. Indivíduos mais ansiosos, que precisam se alimentar mais vezes ao dia, provavelmente não irão responder bem a esse tipo de método. Assim como quem busca pelo objetivo de hipertrofia, ganho de massa magra ou treinos de força, o jejum não seria a estratégia alimentar mais eficiente. Também não é recomendado o jejum para mulheres grávidas ou que estão amamentando.

É importante lembrar que o jejum intermitente não se trata de dieta, nem estilo de vida. É um tipo de estratégia alimentar e que deve ser orientado pelo nutricionista.

Texto escrito por LUANA DOS SANTOS

Luana dos Santos é formada em Nutrição pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) em 2011. Pós graduada em Nutrição Esportiva pela Universidade Cruzeiro do Sul (VP Funcional) e Fisiologia e Treinamento Desportivo pela Uniasselvi. Atua nas áreas de performance esportiva, alta performance, ênfase em Crossfit, hipertrofia e emagrecimento.

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