InícioEmerson LuisEsporte: O saudosismo continua. Por Emerson Luis

Esporte: O saudosismo continua. Por Emerson Luis

Esse cara na foto de capa sendo carregado pela torcida é Francisco Castão.

Foi quando o BEC conquistou o título da segunda divisão, em 4 de dezembro de 1987, no Estádio Orlando Scarpelli, após empate em 0 x 0 com o Figueirense.

Chicão talvez seja o último ídolo (da década de 80 para cá) que Blumenau produziu no futebol.

Embora seja paranaense da cidade de Pérola, “o artilheiro de Deus” fez história com a camisa tricolor.

Chicão, “o artilheiro de Deus” . Foto: Memorial do BEC

Como lembrou o leitor/parceiro Luciano Carlos, “se colocar uma urna na rua XV, muitos vão lembrar de Chicão”.

Que chegou no Aderbal em 1984 como zagueiro, vindo da Germer de Timbó.

Virou centroavante, dos bons.

Incomodava os zagueiros, se mexia de um lado para outro, caia nas pontas, abria espaço e fazia gols – só na segundona foram 22.

César Paulista desfilando seu talento no Aderbal. Foto:Memorial do BEC

Ao contrário de César Paulista que não tinha o mesmo faro, mas era um meia bem mais habilidoso.

Craque.

Deixou o próprio Chicão e muita gente na cara do gol.

César também foi ídolo.

De duas torcidas na mesma cidade.

Como jogador do BEC.

E como treinador do Metrô.

Chicão e César jogaram juntos no BEC. Foto: Memorial do BEC

O problema é que além de trabalhar à beira do campo, fincou raízes por aqui e virou vidraça.

A partir do instante que se tornou técnico, passou a ser contestado, afinal comandou o Metropolitano por muito tempo.

E naturalmente deixou de ser unanimidade.

É o profissional mais vitorioso e por vezes injustiçado do clube.

Caiu um treinador, chama o César.

Foi assim por muito tempo.

César Paulista comandando o Metropolitano em um treino. Foto: CA Metropolitano

Após o vice-campeonato estadual de 1988, Chicão foi para Avaí, Criciúma, voltou, saiu de novo, se machucou com gravidade no Araranguá, retornou, tentou jogar…

Não deu.

A lesão no calcanhar era gravíssima.

Se aposentou.

Uma pena.

Merecia ter seguido em atividade e feito um bom contrato.

Manteve intacta a sua imagem.

Tentou ser treinador profissional.

Segue trabalhando com a molecada.

Com Jesus no comando.

Chicão sempre agradeceu a Deus pela carreira que construiu. Foto: Arquivo pessoal

Difícil decisão.

Pelo conjunto da obra, César Paulista leva vantagem.

Contudo, o jogador que marca gols e se torna artilheiro, geralmente é o mais lembrado.

E nesse aspecto, pelo papel que representou para uma torcida (no único título do BEC original ele estava lá e ainda é o maior artilheiro da história do clube), Chicão se sobressai.

Muita gente boa, como Walbert, por exemplo, também marcou época.

Esse time de 1991 da foto abaixo que tinha Alberti, Cássio, Aroldo, Eugênio e Cláudio; Suca, Palmito, Daniel Pereira e César Paulista; Chicão e Walbert (Cide foi titular muitas vezes) era bom demais!

O técnico era Dito Cola (Nair Coral também chegou a dirigir a equipe).

Que produziu vitórias épicas dentro do velho Deba.

Não chegou por pouco, ficou em 3º lugar, mas marcou.

E no Metropolitano quem foi a grande referência nesses 18 anos?

Diego Vianna, autor do primeiro gol da equipe na Série A, na Arena, em Joinville?

Contra o mesmo JEC, também em 2005, com o Sesi socado (inclusive a geral), de cabeça, fez o gol de uma vitória marcante.

Mariano Tripodi?

O argentino raçudo que se identificou demais com o clube?

Rafael Costa, que arrebentou entre 2011 e 2013?

37 gols em 63 jogos.

O principal goleador da história do clube.

Rafael Costa atualmente defende o Guarani SP. Foto: CA Metropolitano

Ou Richardson, um pouco antes, em 2005 e 2006?

A passagem do meia-atacante, que despontou no Vasco, foi relevante.

Richardson se aposentou do futebol, está com com 44 anos. Foto: Internet

Voto nele.

O camisa 10 desequilibrou em alguns jogos, chamou a responsabilidade, fez golaços, inflamou a torcida, e isso causa um impacto muito grande.

Chegou a ser comparado de alguma forma com César Paulista, embora com estilos diferentes.

Marcou 28 gols com a camisa verde e branca.

Superado apenas por Rafael Costa.

Separei aquele que pra mim, foi o gol mais bonito do Sesi, desde 1988, quando passei a acompanhar o futebol de forma efetiva.

Foi contra o Brusque.

18 de fevereiro de 2006.

O último da vitória por 4 x 2 em uma tarde de sábado que jamais vou esquecer porque além da pintura, participei ao vivo da transmissão do jogo pela Rede SC/SBT- hoje NDTV.

A narração é de Márcio Martins.

Também não dá para esquecer da formação de 2008 que deixou um legado por todas as adversidades que enfrentou ao jogar em Brusque e Timbó por conta das reformas do Sesi.

Com César Paulista no comando terminou o campeonato na 4ª colocação – assim como em 2014.

João Paulo, Nequinha, Rafael Pereira, Kléber Goiano e Rafael Morisco; Fabinho, Jean Carlo, David, Maicon; Aldrovani e Leandrinho.

Um time com atitude, que comprou a ideia do projeto.

Metropolitano X Atlético em fevereiro de 2008, em Brusque. Foto: gazetapress.com

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