Início Emerson Luis Esporte: Nossos ídolos ainda são os mesmos. Por Emerson Luis

      Esporte: Nossos ídolos ainda são os mesmos. Por Emerson Luis

      Antonio Carlos Belchior tinha razão quando escreveu em 1976 “Como nossos pais”, eternizada na voz de Elis Regina.

      Evidente que a leitura do cantor cearense foi no cenário geral, sobre a situação do país, o conflito de gerações acentuado pela repressão da ditadura militar.

      E não exatamente sobre o esporte.

      Mas sua máxima não altera a ordem da carência nacional.

      Belchior. Foto: metropoles.com

      A história registra que o maior orgulho do país naquele período conturbado de censura, tortura e exílio, coletivamente falando, foi a seleção tricampeã no México.

      E individualmente, claro, Pelé.

      Tinha muito jogador de peso e diferenciado naquele timaço, mas Edson Arantes do Nascimento já habitava outro planeta.

      Era completo.

      Hoje tem boleiro que só chuta com uma perna.

      Não acerta um passe de 5 metros.

      E está milionário.

      Imagina se tivesse visão periférica.

      Pelé, o Rei do Futebol. Foto: Internet

      Não dá para esquecer que na década de 70 Emerson Fittipaldi foi bicampeão de Fórmula 1 (1972 e 1974).

      A propósito, recomendo “Emerson Fittipaldi, uma vida em alta velocidade”.

      Um baita livro do Peter Golenbock que mostra como o “rato” conhecia de mecânica, de preparação de carro e de boleia.

      Assim como Nélson Piquet.

      Que para quem de fato conhece automobilismo foi melhor do que Airton Senna.

      Piquet era turrão, falastrão, não engolia sapo.

      Não era o queridinho da mídia.

      Naturalmente do público.

      Que geralmente não gosta de gente sincera e autêntica.

      Admira o marqueteiro que faz média (não me refiro a Senna).

      Que joga para a torcida.

      Piquet foi tricampeão mundial (1981, 1983 e 1987)!

      Só isso.

      Como Senna (1988, 1990 e 1991).

      Só que a qualidade e sobretudo a imortalidade do companheiro ofuscaram sua biografia vitoriosa.

      Tente provar para alguém que de fato conhece do riscado que Senna foi melhor.

      Vai arrumar uma briga.

      Nélson Piquet. Foto: Internet

      Qual nossa grande referência hoje?

      O ícone de uma nação.

      Não de uma torcida.

      Como Zico do Flamengo.

      Eterno.

      Ou Gabigol no mesmo Flamengo.

      Instantâneo.

      Só dois exemplos.

      São vários.

      Em todas as modalidades.

      Zico, o maior ídolo do Flamengo. Foto: Internet

      Senna foi o nosso último grande herói?

      Muitos o consideram maior do que Pelé.

      Outros tantos acreditam que o camisa 10 do Santos está acima de qualquer confronto.

      Difícil fazer comparativo com alguém inserido no esporte mais popular do país.

      Pelé viveu uma fase em que as pessoas ouviam os jogos de futebol pelo rádio ou liam no jornal.

      Já com o Senna, os domingos eram com a família, na frente da televisão.

      Foram intensidades, emoções e coberturas jornalisticas diferentes.

      Esta semana se completou 20 anos do bicampeonato de Gustavo Kuerten em Roland Garros.

      Lembro com clareza do primeiro título em Paris em 1997.

      Os outros foram em 2000 e 2001.

      O manezinho da Ilha assombrou o mundo!

      Quem?

      Guga?

      Se embasbacavam os franceses.

      E a gente também.

      Aquele magrelo cabeludo e carismático nos enchia de satisfação por ser catarinense.

      É o único tenista da história a ganhar de Pete Sampras e Andre Agassi no mesmo torneio.

      Tem que ser bom.

      Guga nos fez esquecer Senna por instantes intensos e mágicos.

      Ocupou o luto que parecia eterno entre 1994 e 1997.

      Só ratificou que o tetra do futebol nos States (pouco mais de dois meses após a morte de Senna, em Imola, na Itália), foi de fato insípido, mesmo com Romário em campo.

      Guga foi campeão de Roland Garros. Foto: Internet

      Com talento e sangue no olho, com seu jeitão simples, alegre e sempre com alto astral, Guga Kuerten nos cativou.

      Sou fanzoca do cara!

      Lidera a minha lista.

      Um dos desprazeres da vida jornalística é não tê-lo entrevistado.

      Mesmo assim, não consigo imaginar essa figura negando uma foto ou um autógrafo.

      Como muitos malas do futebol fazem, ignorando sumariamente os fãs em um desembarque de um ônibus, com seus fones de ouvidos gigantes e gosto musical duvidoso.

      Guga é um ídolo tocável, humilde, carismático, definitivo.

      As aparências não enganam, não.

      Depois dele não apareceu mais ninguém mesmo, Belchior.

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