Início Emerson Luis Esporte: Blumenau e a exportação de ídolos, por Emerson Luis

      Esporte: Blumenau e a exportação de ídolos, por Emerson Luis

      Na última coluna, destaquei neste espaço a ausência de ídolos brasileiros. 

      Se nacionalmente estamos carentes há muito tempo, imagina no cenário local.

      Nossas referências ainda são as mesmas ou não temos nenhuma?

      Conversei com algumas pessoas. 

      Geralmente peço a opinião de figuras que respiram o esporte.

      Que conhecem nossa história.  

      Todos demoraram para chegar a um consenso. 

      Temos segmentos, disseram.

      O futebol tem alguns personagens interessantes (alguns fincaram raízes por aqui e outros foram embora), apesar da pobreza de títulos.

      Por isso o futebol merece um post à parte na próxima semana.

      A ideia é destacar exemplos individuais de atletas de modalidades de alto rendimento.

      Necessariamente da gema.

      Ana Moser teve carreira de destaque no vôlei. Foto: esportefera.com

      Ana Beatriz Moser.

      É considerada até hoje uma das maiores atacantes da história do voleibol brasileiro.

      Fez parte do famoso time da Hering na década de 80 que disputou o Campeonato Brasileiro (Superliga).

      É de 1968.

      Logo com 16 anos se transferiu para São Paulo (Transbrasil).

      E começou a ser convocada com frequência para as seleções de base.   

      Foi a capitã da equipe adulta em várias competições.

      Trouxe para o país a primeira medalha olímpica da modalidade, em Atlanta, nos Estados Unidos.

      Participou ao todo de três Olimpíadas (1988/1992/1996).

      Subiu em pódios de Campeonato Mundial, Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos…  

      Em 2009, entrou para o seleto Hall da Fama do Voleibol.

      Um currículo pesadíssimo.

      Marcelo Greuel foi o primeiro blumenauense a ir para uma Olimpíada. Foto: Reprodução

      Marcelo Greuel.

      É de 1963.

      Campeão brasileiro com a Caloi de São Paulo.

      Ao longo dos anos 70 e 80 existia uma briga de foice com a Pirelli de Santo André.

      Para saber qual era a melhor equipe de ciclismo do Brasil.  

      A dupla competia com a mesma ferocidade pelo lugar mais alto do pódio.  

      Greuel estava inserido nessa disputa.

      Foi o primeiro blumenauense a participar de uma Olimpíada.

      Em Los Angeles, 1984.

      Ficou em 12º lugar na prova dos 1.000 metros contra-relógio.

      Um feito e tanto.

      Eduarda Amorim em ação pelo Györ da Hungria. Foto: Internet

      Eduarda Amorim.  

      Pela quarta vez, foi eleita a melhor defensora da EHF Champions League 2019/2020.

      Aos 33 anos abocanhou pelo Györ da Hungria os principais títulos da Europa. 

      Na seleção ganhou três títulos Pan-Americanos e um Mundial.

      Na categoria júnior já atuava pela Metodista SP.

      Isso em 2002.

      Foi para o exterior (Macedônia) em 2005.  

      Em atividade não há ninguém tão famoso e vitorioso.

      Só que também saiu cedo.

      E não criou identidade local. 

      O que é absolutamente normal.

      Quem é bom não fica.

      Vai embora.

      Fabiana Gripa em quadra pela seleção brasileira. Foto: uol.com.br

      Exceção pode ter sido Fabiana Kuestner Gripa.

      Que se dedicou de corpo e alma ao handebol e a Blumenau por 22 anos.

      Tem êxitos importantes com a seleção brasileira.

      Em 2007, no Rio de Janeiro, foi campeã Pan-Americana.

      Antes, em 2004, defendeu o país em Atenas.

      Quando ficamos em 7º lugar.

      Em 2008 sonhava em jogar novamente uma Olimpíada.

      Desta vez em Pequim.

      Foi cortada injustificavelmente pelo técnico espanhol Juan Oliver.

      Um baque.

      Porque estava no auge.

      Treinando muito.

      Superado.

      Teve a infelicidade de encontrar pelo caminho a poderosa Metodista SP.

      Perdeu seis finais da Liga Nacional (2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011).    

      Porém foi tetracampeã da Copa Brasil (2007, 2008, 2010, 2012). 

      Focada, determinada, talentosa…

      Virou espelho.

      Tiago Splitter chegou a NBA. Foto: olimpiadatododia

      Por fim, Tiago Splitter.

      O cara que jogou na NBA.

      Não é para qualquer um.

      Começou na base do Ipiranga.

      E seguiu o mesmo padrão.

      Com pouco mais de 15 anos já estava no Bilbao Basket da Espanha. 

      Foi escolhido na primeira rodada no Draft de 2007, mas decidiu não ir para os Estados Unidos porque recebeu uma oferta financeira oito vezes maior do clube espanhol – a NBA opera com um regulamento que impõe um teto salarial aos jogadores considerados novatos.

      Em pesquisa realizada pelo site oficial da NBA com os gerentes de suas 30 equipes, em 2008, o pivô brasileiro foi apontado como o terceiro melhor jogador do mundo, entre os que não atuavam na liga americana. 

      Em 2010, assinou contrato com o San Antonio Spurs. 

      Nessa trajetória passou por uma barra muito pesada ao perder a irmã, Michelle, para a leucemia. 

      O site Uol publicou em setembro de 2019 uma entrevista emocionante com ele. 

      Vale a pena conferir.  

      Thiago Splitter no San Antonio Spurs. Foto:veja.abril

      Devo ter esquecido de alguém.

      Do futsal, principalmente.

      Muita gurizada boa brilhou e continua brilhando nas quadras mundão afora.

      Mesmo assim, entendo que ninguém chegou tão longe como Splitter.

      Como jogador de clube.

      Fabricar um atleta fora de série está cada vez mais raro.

      Em qualquer lugar.

      A motivação e os incentivos mudaram.

      Os pais são os grandes ídolos desta geração.

      Por causa deles ainda é possível sonhar.

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