Início Emerson Luis Esporte: Séries e documentários para todos os gostos. Por Emerson Luis

Esporte: Séries e documentários para todos os gostos. Por Emerson Luis

Todos parecem concordar que a Netflix não possui um catálogo excepcional e atualizado de filmes na sua grade de programação.

Já quando se trata de séries e documentários, especialmente as produções de sua autoria/parceria, a empresa norte-americana de streaming (que tem 160 milhões de assinantes) arrebenta!

No esporte especificamente tem muita coisa boa.

Essa semana estreou o documentário do Barcelona.

Como costumo ver e fazer várias coisas ao mesmo tempo, só consegui assistir até agora os três primeiros episódios que focam justamente no clássico com o maior rival, o Real Madrid e a maldição das quartas de final da Champions League.

São bastidores da temporada 18/19.

Destaque além da grandiosidade do clube e dos confrontos contra Real Madrid e Manchester United, para a amizade de Messi e Suárez e a liderança de Gerard Piqué.

Interessante foi ver a rotina do zagueiro algumas horas antes do jogo, onde o Barça amassou o Real por 5 x 1, mesmo sem o capitão argentino, machucado.

O zagueiro em casa, almoçando com os pais, interagindo pelo telefone com os filhos que estavam com a cantora Shakira, em um show em Buenos Aires.

A sequência mostra a “tensão” de Piqué indo de carona com o pai direto para o Camp Nou.

“Se concentração ganhasse o jogo, o time da penitenciária não perdia um”. João Saldanha

Outro detalhe interessante é a ida de Piqué justamente para o Manchester United.

O defensor foi emprestado para ganhar experiência.

Estreou com 17 anos.

Era bastante desengonçado e grosso na época.

Errou em um jogo decisivo da Champions.

Perdeu a confiança do treinador.

Mas amadureceu bastante com Sir Alex Ferguson.

Três anos depois voltou ao Barcelona em definitivo.

Virou um beque excepcional.

Real e Barça são dois gigantes mundiais.

Em todos os sentidos.

Mas se tem uma série que me prendeu bastante a atenção e mostrou a grandeza do futebol da Inglaterra foi “Sunderland Até Morrer”.

Retrata a paixão, a agonia do seu fanático torcedor, a humilhação em ter de disputar a terceira divisão.

O clube tem uma estrutura enorme, afinal já disputou a Premier League, só que não consegue sair da maldita League One.

O humor da cidade passa pelo desempenho do time.

Assisti as duas temporadas.

A última termina indicando uma continuação.

Parece que tudo vai passar pelo desempenho da equipe.

Além dos reflexos do coronavírus.

É sensacional.

Vale a pena.

Outra dica:

“The English Game”.

Formidável!

Obrigatória.

Debutou nesta temporada.

É o início de tudo.

Mostra o predomínio e a soberba da elite inglesa no futebol.

Até que o dono de uma fábrica (que também fazia parte do stablishment – porém era o empresário menos abastado) decide contratar dois escoceses para reforçar seu time de operários.

Ninguém ganhava nada para jogar.

Quando os trabalhadores/parceiros descobrem que a dupla está sendo paga para jogar bola, a revolta é geral.

As negociações começaram lá.

A origem da profissionalização.

O futebol naquele tempo era uma correria só, todo mundo se amontoando, brigando pela bola, o sarrafo roncava.

Até que os “penetras” ensinaram que era mais fácil chegar ao gol com organização, posicionamento e troca de passes.

Também não deixaria de ver a saga de Maradona como treinador no México.

Seu recomeço.

O argentino nunca foi um estrategista à beira do campo.

Contudo, o simples fato da sua presença em Sinaloa, a terra de El Chapo, é motivo de inspiração e fascinação para os jogadores.

Dieguito pede apenas que “joguem futebol”.

Maradona em Sinaloa. Foto: Netflix/Divulgação

A equipe, que antes da sua chegada era lanterna da Série B, se transforma.

Sem ele, o elenco se esvai mentalmente.

Maradona passa por um novo tratamento de saúde e demora para voltar, tanto que a direção contrata um novo profissional.

Ele retorna.

Aí o resto é com vocês.

Chega de spoiler.

São opções para quem curte futebol- tem outras bem interessantes como as biografias da Juventus e do Boca Juniors e o título mundial da França em cima do Brasil em 1998 que provou não ter siso por acaso.

No geral tem atrações bem bacanas de outras modalidades.

Basquete, por exemplo.

“Arremesso Final”.

Estupendo.

Conta a história do timaço do Chicago Bulls.

E principalmente a trajetória de Michael Jordan.

O melhor de todos os tempos.

Há controvérsias – não de minha parte.

Jordan tinha sangue nos olhos.

Era competitivo ao extremo.

Focado, não se desligava do jogo.

Nunca.

Foi um monstro!

Seis vezes campeão da NBA, seis vezes eleito o melhor jogador das finais e cinco vezes o melhor atleta da competição. 

Michael Jordan. Foto: nbcsports.com

“The Last Dance” estreou no último dia 19 na ESPN americana e, como esperado, bateu recorde de audiência.

Só cinco episódios foram liberados até o momento pela Netflix.

São 10 no total.

Já estou ansioso esperando o próximo.

Imperdível.

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