Início Emerson Luis Esporte: O fim das competições e dos sonhos, por Emerson Luis

Esporte: O fim das competições e dos sonhos, por Emerson Luis

Primeiro foi a Superliga B de vôlei feminino, encerrada em março, logo após os reflexos coletivos do coronavírus.

Estádios e ginásios sem torcida, com portões fechados.

Sem brilho.

Sem graça.

Mas o pior estava por vir.

A programação marcava o início do mata-mata valendo duas vagas para a elite do ano que vem.

O Bluvolei, que não era favorito (Brasília DF e Itajaí SC eram os times mais cotados), faria no Galegão o primeiro duelo contra São José dos Pinhais PR, com chances de avançar e projetar uma renda ainda melhor.

Foi triste.

Pelo esforço despendido para disputar a segunda divisão nacional, em uma corrida desenfreada contra o tempo e na caça de parceiros, o clube e seus integrantes não mereciam um desfecho como esse.

Bluviolei em ação no Galegão. Foto: Bruna Evelin

Nesta segunda-feira (20) teve fim oficialmente a Superliga de vôlei masculino.

A Apan, ao lado do trio mineiro Sada/Cruzeiro, Fiat/Minas e América Vôlei (MG) e ainda o Sesi (SP), votou pela continuidade do torneio.

Sempre defendeu a volta dos jogos.

Vôlei Renata, Taubaté, Ribeirão Preto e Itapetininga (SP), Ponta Grossa e Maringá (PR) e Sesc (RJ), além da Comissão de Atletas, representada pelo presidente Raphael Oliveira, optaram pelo fim da competição.

Galegão foi um diferencial na campanha da Superliga Foto: Raphael Moser

O time de Blumenau que teria mais uma partida em casa na fase de classificação, contra Maringá (PR) e depois os playoffs, diante de Taubaté (SP) ou Sada/Cruzeiro (MG), sofre um prejuízo muito grande nesse momento, sobretudo nas bilheterias, na fidelização dos sócios, na venda de produtos, o retorno aos patrocinadores.

É um baque.

Como forma de compensar os clubes pelos prejuízos, foi decidida a realização de uma Supercopa, reunindo os oito classificados para a 2ª fase, incluindo a Apan, sétima colocada, no início da próxima temporada.

A preocupação é com o presente, responsabilidade com a folha de pagamento, com os encargos.

Mascote e animador de torcida no Galegão. Foto: Raphael Guilherme Moser

A direção ainda não decidiu qual posição irá tomar quanto ao elenco.

Quando da decisão de aguardar um posicionamento da CBV todos os jogadores foram liberados, voltaram para suas cidades de origem.

Por ora, não há perspectiva de quando e quantos vão retornar.

A Superliga foi a razão de tanta mobilização para colocar um time aguerrido e competitivo em quadra.

Campeonato estadual e Jogos Abertos fazem parte do planejamento da temporada.

Lá na frente.

No estranho segundo semestre que virá.

Futsal também vive momento de indefinição. Foto: Sidnei Batista

As duas competições de vôlei estavam em andamento.

Ao contrário do planejamento do basquete feminino e do futsal masculino na elite da Liga Nacional e também o basquete masculino, na segunda divisão.

Os representantes de cada equipe já convivem com essa angustia antes mesmo de entrar em quadra.

Não sabem quando vão jogar.

É um momento terrível para todo mundo.

Férias antecipadas, redução de salário, demissões…

Projeções e sonhos adiados e até despedaçados.

Não é exagero.

Uma competição nacional é a principal vitrine para um profissional.

O atleta treina incessantemente, abre mão de muitas coisas, suporta dores, se sacrifica para fazem um bom campeonato e se valorizar.

Valorização que pode redundar em um bom contrato, na transferência para um clube de maior expressão, de ponta, um caminho mais curto para chegar à seleção brasileira, entre outros benefícios.

O esporte, como um todo, até mesmo o tão badalado futebol, agonizam, respiram por máscaras e aparelhos, sem previsão de deixar a UTI.

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