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Empresa de transporte coletivo de Gaspar demite todos os funcionários

A empresa Coletivo Caturani, que faz o transporte coletivo municipal em Gaspar há três anos e meio, demitiu nesta semana todos os seus funcionários. No total, 42 pessoas foram desligadas. A direção alegou que a decisão foi tomada como uma consequência do decreto estadual que suspendeu as atividades em Santa Catarina.

Em ofício encaminhado à Prefeitura de Gaspar na quarta-feira (1º), a empresa alegou que “trabalha com receita e recebimento diários, de forma que o fluxo de caixa está sem recursos, o que impossibilita inclusive honrar o pagamento da folha salarial e demais obrigações financeiras”.

Ainda segundo a nota, “houve reunião com todos os funcionários, na qual foi explanada a situação, de modo que foi unânime a concordância em realizar a rescisão contratual de todos os seus empregados, firmado através de acordo individual o parcelamento das verbas rescisórias”.

“É uma decisão de última ratio, mas que não havia outra alternativa para o momento, com forma de assegurar alguns recebimento aos funcionários (parcelamento das verbas, saque do FGTS, seguro desemprego), diante da paralisação total do transporte, por força dos decretos”, conclui o comunicado.

Em nota oficial, a Prefeitura de Gaspar informou que estava prestes a assinar o novo contrato de prestação de serviços de transporte público com a Caturani, antes do início da quarentena. “Com a suspensão do serviço pelos decretos do Governo do Estado e sem previsão de volta, o contrato não foi assinado”.

“A Prefeitura de Gaspar lamenta profundamente a demissão dos funcionários e reforça que, apesar de não poder interferir diretamente no acordo entre empresa privada e colaboradores, continua a negociação para que, assim que autorizado o retorno do transporte público, o contrato possa ser assinado e os serviços retomados”.

O Sindicato dos Empregados das Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau e Região (Sindetranscol) fez uma publicação em suas redes sociais. “Isso é reflexo do oportunismo de ocasião dos empresários e da irresponsabilidade e omissão do governo municipal e da Câmara de Vereadores”.

“Diante da publicação da Medida Provisória nº 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permite a suspensão de contratos e reduções de jornada e salário como alternativas para a preservação dos empregos, a empresa não tem motivo nenhum para demitir. Diante disso, o Sindetranscol contestará as demissões e suas condições na Justiça”.

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