InícioSaúdeCoronavírus: sobe para 71 o número de casos confirmados em Blumenau

Coronavírus: sobe para 71 o número de casos confirmados em Blumenau

Seis novos casos de coronavírus foram confirmados em Blumenau nesta segunda-feira (13), divulgou o prefeito Mário Hildebrandt durante entrevista coletiva transmitida nas redes sociais. Com isso, a cidade passa a contar com 71 pessoas diagnosticadas e mantém a projeção de ter entre 212 e 255 casos até o dia 23 de abril.

Entre os pacientes diagnosticados com a Covid-19, nove se encontram internados em hospitais da cidade. Seis deles demandam cuidados intensivos e ocupam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros três se encontram internados na enfermaria.

As outras 62 pessoas estão em isolamento domiciliar ou recuperadas. Segundo o prefeito, a interpretação do Ministério da Saúde indica que os pacientes diagnosticados são considerados curados após um prazo de 14 dias. Com isso, é possível considerar que todos os 33 casos confirmados na cidade até o dia 31 de março já se encontram curados.

Outras 11 pessoas estão internadas em hospitais sob investigação após apresentarem sintomas de coronavírus. De acordo com o boletim, apenas uma delas está internada na UTI, enquanto as demais são acompanhadas pelos médicos nas enfermarias.

Hidroxicloroquina

O prefeito falou ainda sobre a participação do Hospital Santo Antônio em estudo nacional sobre a Hidroxicloroquina no tratamento de pacientes diagnosticados com o coronavírus. Segundo ele, pacientes que se encontram internados em estado grave na UTI da unidade hospitalar já estão recebendo o medicamento.

De acordo com as informações, o estudo – batizado de Aliança Covid-19 – está dividido em três “braços” e reúne equipes de 60 grupos hospitalares de todo o Brasil – entre eles hospitais referências no país, como Sírio Libanês e o Albert Einsten, em São Paulo. Confira os três “braços” do estudo:

1º Braço: diz respeito ao estudo dos pacientes em condição mais grave, que necessitam de interdição de oxigênio ou ventilação mecânica. Na ocasião é realizada uma avaliação da eficácia da Hidroxicloroquina em monoterapia (sozinha) ou associada à Azitromicina (antibiótico usado no tratamento de infeções bacterianas) em pacientes com pneumonia grave;

2º Braço: diz respeito ao estudo dos pacientes em condição moderada, que necessitam de internação mas não demandam cuidados intensivos (UTI), oxigenação ou ventilação mecânica – ou seja, internados nas enfermarias. Nestes casos, o medicamento é usado com o objetivo retardar a necessidade de ventilação mecânica ou piora clínica do paciente;

3º Braço: diz respeito ao estudo dos pacientes com sintomas leves e que se encontram em isolamento domiciliar. Nesses caso a medicação é feita em casa, pelo próprio paciente, que é acompanhado pela equipe médica via contato por telefone. A possibilidade foi divulgada nesta segunda-feira e ainda necessita de outras informações para ser iniciada na cidade.

De acordo com o secretário municipal de Saúde Winnetou Krambeck, o estudo é realizado com respaldo científico e ainda não apresenta eficácia comprovada. Segundo ele, o paciente precisa se voluntariar para participar da pesquisa. Não foi informado quantas pessoas participam do estudo na cidade, bem como os resultados adquiridos a curto prazo.

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