InícioEmerson LuisEsporte: #TBT Futebol Clube, por Emerson Luis

Esporte: #TBT Futebol Clube, por Emerson Luis

Quinta-feira é dia de TBT.

Throwback Thursday. 

A quinta-feira do retorno ou do regresso. 

Uma sigla criada, na instantaneidade da internet, para lembrar de momentos marcantes. 

Na NDTV/Record TV passei a usar esse expediente no Balanço Geral. 

BEC no Maracanã em 1989. Foto: Memorial do BEC

Mostrei registros do BEC no Maracanã na Copa do Brasil. 

O épico encontro de Zico e Telê Santana juntos no gramado do Sesi naquele julho de 1989. 

Tele Santana e Zico no gramado do Sesi. Foto: Memorial do BEC

O mesmo Sesi lotado que precisou do auxílio de uma arquibancada metálica para receber Metropolitano 1 x 2 Avaí no Campeonato Catarinense de 2009.  

Sesi cheio para Metropolitano e Avaí em março de 2009. Foto: CA Metropolitano

E hoje (5) separei fotos e fatos de 2012. 

Também do Sesi. 

Exatamente do projeto de ampliação do estádio. 

Que na verdade foram dois.

O primeiro surgiu em 2008.

Nasceu depois que o Complexo Esportivo Bernardo Werner foi atingido por uma enxurrada em 2008 após o rompimento de uma lagoa.

Tanto é que o Metropolitano teve de disputar o estadual em Brusque e Timbó.

Projeto de ampliação do Estádio do Sesi. Foto: A+C Arquitetura

Na última proposta, estádio para 30.975 lugares. 

Orçado em 30 milhões. 

O Sesi foi o animador do processo. 

Pagou pelo trabalho.

Mas jamais prometeu ou se comprometeu a bancar a obra. 

Não podia e nem tinha verba para isso.   

Era preciso captar os recursos.   

Foi repercutido no próprio site do Sistema Fiesc.

Dois projetos foram apresentados para a ampliação do Sesi. Foto: A+c Arquitetura

Ninguém se mexeu. 

Foi uma letargia coletiva. 

Inclusive da Imprensa. 

Arquitetos e engenheiros explicaram na época que seria bem mais viável e muito menos oneroso ampliar o Sesi (afinal ali já existia uma estrutura erguida) do que construir um novo estádio, fosse ele municipal ou até mesmo particular.

O Metropolitano, único clube em atividade na oportunidade, não levou o assunto muito à sério, pois alimentava a ideia da casa própria, com 10 mil lugares.

Projeto do Estádio do Clube Atlético Metropolitano anexo ao CT. Foto: Volkmann Arquitetura

Se erguer um CT já é difícil, imagina um estádio.

São mais de cinco anos despendidos só na sede do bairro Fidélis que continua inacabada.

Não termina porque falta dinheiro e sempre tem conta pra pagar.

Além de outras prioridades.

Agora, o pouco dinheiro disponível está sendo usado na reforma do estádio do Aza Branca, em Apiúna, onde o time Sub 17 vai disputar (é obrigatória a participação) o campeonato estadual da categoria, a partir deste sábado (7).

Também tem a logística de Ibirama, onde a equipe profissional vai jogar a segundona.

Estádio do Aza Branca de Apiúna. Foto: Divulgação

Lembro da mobilização da turma do PMDB (não sou filiado e nunca fui a nenhum partido) para conseguir recursos em Brasília para a construção do estádio municipal.

Um desejo mais amplo politicamente, apesar do campo ser localizado dentro do CT Romeu Georg.

R$ 5 milhões seriam liberados em 2017 para começar as obras.

Era a promessa.

Total: R$ 20 milhões.

Que viriam em outras parcelas.

A notícia foi comemorada e repercutida.

Tipo “agora vai”.

Não foi.

Teoria e prática.

O governo mudou e até hoje não chegou um centavo sequer.

Como o projeto foi renovado, a expectativa é que um dia esse dinheiro vai vir de Brasília.

Tento ser otimista, mas não consigo.

Essa frustração serve como exemplo.

Mostra o desinteresse, a desunião, a inércia de uma cidade.  

O esporte tem um público segmentado.

A maioria da população não gosta.

No fim, uma minoria cobra das autoridades.

Não há pressão coletiva.

Muito menos mobilização.

Blumenau tem assuntos mais importantes para discutir.

E o futebol não está entre eles.

Viva o #TBT.

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