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Política: Papa excomunga os católicos, abraça e abençoa um bandido, por Luiz Carlos Nemetz

A cena de Papa Francisco recebendo e abraçando Luiz Inácio Lula da Silva é uma bofetada na cara dos católicos brasileiros e em todo o Poder Judiciário do nosso país. Bergoglio é Chefe de Estado. E, por certo, tem a liberdade de receber quem bem quiser. Esse líder ontem cometeu um dos maiores erros do seu pontificado. Maior mesmo do que os supostos sérios enganos que dizem ter cometido, quando o acusam de ter apoiado a ditadura sanguinária na Argentina nos anos 70 do século passado.

Ao abrir as portas da Santa Sé para um ladrão, condenado em três instâncias no país mais católico do mundo, o Papa se esqueceu dos documentos emitidos pela Igreja Católica desde 1937 condenando o comunismo. Indiretamente, sua postura dialética, vem em apoio às ditaduras sanguinárias da Venezuela e de Cuba. Por óbvio que no âmbito externo o gesto vai ter repercussão, pois é uma espécie de aval de um dos maiores líderes religiosos do mundo ao maior ladrão da história.

Mais que isso: humilhou todo o nosso sistema Judiciário, que em três instâncias jurisdicionais já declarou e condenou Lula como ladrão – estando esse bandido solto somente em razão do esforço de seis de seus compadres que integram o Supremo Tribunal Federal (STF), o que também é revoltante! E nem se pode dizer que Francisco esteja sendo iludido pela alta cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), quase toda ela dominada por clérigos com almas vermelhas que não representam e nem respeitam a vontade da massa católica do Brasil, pois ele – o Papa – conhece bem a nossa realidade.

Lula, por sua vez, faz um movimento político atrevido de aproximação com o cristianismo, não só o católico, mas o evangélico e o pentecostal. O seu objetivo é eleitoreiro, visando as eleições municipais deste ano. Um lobo sem escrúpulos e sem limites. O Papa não recebeu um homem em busca do perdão e da misericórdia, ou que foi atrás da remissão dos seus erros. O que ele fez foi acoitar um parceiro ideológico para protegê-lo e dar-lhe sobrevida política.

E com seu gesto de mau pastor, manchou de vermelho a sua batina branca adotada pelo tratado litúrgico “rationale divinorum officiorum“ de 1286, pelo qual o branco das vestes papais remete à pureza e à santidade de vida. Já o vermelho simboliza o sacrifício e o sangue. No caso, o sangue dos milhões de seres humanos que o comunismo matou por onde passou nos últimos 100 anos da sua existência na face da terra. Que erro, Francisco! Que erro! “Ignoscat tibi Deus!”

Texto escrito por Luiz Carlos Nemetz

Luiz Carlos Nemetz é sócio fundador da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes Advocacia. Atua na Gestão Estratégica e nas áreas do Direito Médico e da Saúde, Direito de Família e Direito Empresarial.

Especialista em Economia e da Empresa (pós-graduação) pela Fundação Getúlio Vargas, habilitação para Docência, bacharel em Direito pela Universidade Regional de Blumenau na turma de 1983.

Professor concursado de Direito Processual Civil e Direito Econômico da Universidade Regional de Blumenau (FURB), onde atuou por 17 anos. Professor das cadeiras de Direito das Coisas e Direito Processual Civil, Execuções, pela Faculdade Bom Jesus de Blumenau (FAE), no ano de 2009.

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  1. Acho que uns e outros (e algumas também) pensam que o Papa precisa das suas autorizações para definir quem pode receber ou não. É muita presunção.

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