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Para BluMob, greve do transporte coletivo irá prejudicar a população e a economia da cidade

Após ser notificada sobre a aprovação do estado de greve dos trabalhadores do transporte coletivo urbano de Blumenau, a BluMob, concessionária responsável pelo serviço, se manifestou sobre o assunto. Em nota, a empresa informou que a paralisação dos motoristas e cobradores irá prejudicar a população que utiliza o ônibus e a economia da cidade.

O estado de greve foi aprovado por unanimidade pelos trabalhadores após duas assembleias realizadas pelo Sindetranscol nesta quarta-feira (5). Agora, a categoria aguarda 72 horas para cruzar os braços, caso a negociação salarial não avance.

Confira a nota da BluMob na íntegra:

“A BluMob comunica que recebeu nesta data (6/2/20), às 10h25, comunicado do Sindetranscol noticiando decisão de greve, em dia e horário não especificados. A partir desta data e hora, conforme próprio comunicado traz, passa a correr o prazo mínimo de comunicação antecipada de 72 horas para que qualquer movimento seja realizado.

Considerando todo o histórico e situação atual do processo de negociação da convenção coletiva, o entendimento da empresa é que a greve no transporte coletivo, neste momento, representa, exclusivamente, prejuízo a toda a população que necessita do transporte coletivo, à economia da cidade e sua comunidade como um todo.

Após realizar greve no dia 31/10/2019 (considerada ilegal pela justiça do trabalho por não respeitar os trâmites exigidos para o movimento, que sequer havia sido aprovado pela categoria e, principalmente, não realizar comunicação prévia à milhares de pessoas que tiveram seu direito violado), com plena negociação em andamento e a convenção coletiva ainda em vigor, a empresa adotou as medidas judiciais cabíveis para ver respeitada a lei e regrada a situação.

Esforços foram empregados para que, via negociação, incluindo reuniões de mediação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT12), em Florianópolis, pudéssemos chegar a um acordo, resultando infrutíferas diante das exigências. É importante destacar que a empresa sempre adotou postura negocial transparente e responsável, demonstrando que é necessário buscar contrapartidas para que os objetivos e desejos de todos possam ser atendidos.

Durante a fase negocial, em diversas oportunidades foi garantida a manutenção de todos os benefícios já conquistados pelos trabalhadores, não sendo verídicas afirmações de supostas perdas.

Liminar – Greve – A Justiça concedeu liminar que determina que o sindicato mantenha 90% do total de trabalhadores em atividade em qualquer dia da semana, em qualquer faixa horária. O desrespeito à liminar sem observar o estabelecido implicará em multa diária ao sindicato de R$ 100.000,00 (cem mil reais), tendo ficado autorizado o bloqueio judicial imediato do valor da multa na conta do sindicato, sem excluir outras medidas constritivas. Esperamos que, independente das sanções estabelecidas, seja respeitado o direito das pessoas pelo caráter essencial do transporte coletivo publico.

Salários, benefícios e tarifa – A grande preocupação na condução do processo negocial é com os impactos das decisões sobre a tarifa. Considerando que os pagantes do transporte público são exclusivamente aqueles que sustentam todos os custos, não há como tomar decisões movidas por desejos que não sustentam-se e por pressões sem argumentações. Atendendo inclusive à recomendação da última ata de mediação do TRT 12, a BluMob corrigiu salários e benefícios desde 1 de novembro de 2019 em 2,55%, INPC acumulado de 12 meses naquele período. Assim, os salários de motoristas e cobradores foram ajustados, respectivamente, para R$ 2.614,85 e R$ 1.530,79. O vale-alimentação, concedido a todos os empregados, passou para R$ 820,40 mensais. Além disso, mesmo sem instrumento coletivo assinado, tem sido respeitada integralmente a convenção coletiva anterior, sem perda de qualquer direito ou benefício dos trabalhadores.

Processo de dissídio – O dissídio coletivo foi proposto junto à justiça e, tanto empresa quanto sindicato já se pronunciaram nos autos, apresentando lá suas razões. Assim, sem qualquer necessidade de causar prejuízo e riscos a todas as pessoas envolvidas, confia-se à justiça as discussões que se façam necessárias. É nesta esfera que as partes podem apresentar seus pleitos e os embasamentos para tal e, desta esfera que advirá as soluções nos termos da Lei.”

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