InícioEmerson LuisEsporte: O Vale do Itajaí é Brusque na Copa do Brasil, por...

Esporte: O Vale do Itajaí é Brusque na Copa do Brasil, por Emerson Luis

O título soa exagerado.

Sei disso. 

É evidente que um torcedor fanático do Metropolitano jamais vai torcer para o Brusque. 

As torcidas organizadas não se bicam. 

Se odeiam, na verdade.  

A Raça jamais foi bem-vinda no Augusto Bauer. 

Assim como a Independente nunca foi recebida com tapete vermelho no SESI. 

Essa animosidade entre as uniformizadas não tem prazo de validade. 

Foto: Portal da Cidade Brusque

Me disse um parceiro de Brusque que após a goleada de 5 x 1 sobre o Remo PA, ao invés de exaltarem o desempenho espetacular da equipe, alguns torcedores se preocuparam em xingar o “rival” de Blumenau.   

“Copa do Brasil, time na Série C, líder do Campeonato Catarinense, três títulos seguidos nos últimos meses e eles não esquecem do Metropolitano”, me afirmou um colega de profissão. 

Deixamos de lado as organizadas. 

Focamos o cidadão comum que curte futebol.

O cara que não é fissurado.

Muitos, é verdade, surfam a onda, a fase, a moda.

Mas vem crescendo na cidade o número de simpatizantes pelo Brusque.

Não a ponto de virar sócio ou comprar camisa.

Estádio Augusto Bauer. Foto: Um olhar da Cidade

Noite de quinta-feira (20).

Depois da pelada, a agradável resenha com os parceiros em um soccer. 

Dois televisores ligados.

Um em Palmeiras x Guarani. 

Outro em Brusque x Remo. 

Gol do Dudu. 

Três palmeirenses em uma mesa vibrando. 

Gols do Brusque. 

Pelo menos uns 10 patoteiros comemorando.  

Existe um vazio. 

Uma carência na cidade. 

Mesmo assim, me surpreendi. 

Os argumentos de alguns com quem conversei: 

– O time é da região. 

– Está disputando a segunda competição mais importante do Brasil.

– Nosso futebol está desacreditado.  

– Não tem credibilidade. 

– Não temos estádio. 

– Nem time (jogando no momento).

– Não há perspectiva. 

Vários motivos.  

Último título foi a Recopa. Foto: Lucas Gabriel/Brusque Futebol Clube


A propósito, o Brusque tem como meta se tornar em breve um clube-empresa. 

A ideia é se fundir com a Havan, a patrocinadora master, que injeta quase R$ 3 milhões por ano no clube.

Que sonha com o time na Série A do Brasileiro. 

Que trabalha na construção da sua Arena com capacidade para 15 mil lugares. 

Que sabe que não pode pagar aluguel pelo resto da vida para o Carlos Renaux, dono do Augusto Bauer (o Brusque é inquilino desde 1987, ano da sua fundação).

Arena Havan. Foto: Divulgação

Só o valor investido por um empresário da cidade já explica muita coisa.

Falamos com frequência da falta de representatividade política.

Sem contar nossa eterna desunião.

Além do peculiar “ciúme de homem”.

Também não podemos esquecer que não temos ninguém com a paixão, o dinheiro a visão de marketing de Luciano Hang.

Enquanto Brusque vive em lua de mel com o futebol, Blumenau prorroga seu divórcio.

Com o agravante de perder a guarda dos seus torcedores.  


 

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

Últimas notícias

    error: Toda e qualquer cópia do Portal Alexandre José precisa ser creditada ao ser reproduzida. Entre em contato com a nossa equipe para mais informações pelo e-mail jornalismo@alexandrejose.com