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Esporte: A moral de Blumenau em ter um técnico na seleção brasileira, por Emerson Luis

No caso, João Almeida Camargo Neto. 

Focado agora na Liga Nacional. 

Que começa em 8 de março.

Seu time deve estrear uma semana depois. 

Fora de casa.

Pode fazer um, dois, ou até três jogos como visitante. 

Tudo porque o Galegão seguirá à disposição do vôlei.

O masculino e o feminino.

Aquele tapete na quadra é fixo. 

Não pode ser retirado e recolocado de uma outra para outra.

APAN na quadra do Galegão em jogo da Superliga. Foto: Raphael Guilherme Moser

A APAN faz ainda mais três partidas diante da torcida na fase de classificação: 

20/02- América MG

04/03- Itapetininga SP

14/03- Maringá PR

Como vai se classificar para os playoffs atuará na ida no Galegão.

Provavelmente no fim de semana seguinte (21 ou 22).

É difícil, mas pode avançar para as semifinais.

Bluvolei também joga no Galegão. Foto: Bruna Evelin

Tem ainda o Bluvolei.  

Como o turno da Superliga B é curto, são só mais dois confrontos no Sebastião Cruz. 

20/02- Chapecó SC

07/03- Osasco SP     

E como todos os oito representantes se classificam para o mata-mata, no mínimo vai jogar mais uma vez como mandante. 

Camargo esteve com a seleção no Pré-Olímpico. Foto: CBB

Independente desse detalhe logístico, a verdade é que vamos ter uma equipe de basquete competitiva. 

Muito por conta da influência de Camargo. 

Que foi auxiliar técnico de José Neto na seleção brasileira no Torneio Pré-Olímpico na França. 

Onde o Brasil não conseguiu vaga para Tóquio. 

Mas isso não abalou o seu prestígio.

Como foi mostrado aqui no Portal no dia 23 de janeiro, Blumenau corria contra o tempo para confirmar presença na LBF. 

Faltava dinheiro.

Embora tardia (a pressão e a mobilização poderiam ter sido feitas no fim do ano passado antes do recesso), costuras políticas e burocráticas redundaram no aporte de R$ 145 mil (ainda não liberado) que garantiram a presença no evento mais importante da modalidade no país. 

Não costumo encher a bola de políticos ou futuros candidatos (muitos não gostam de esporte e só aparecem na hora da foto), só que nesse caso específico, preciso reconhecer o esforço do secretário do Esporte Egidio Beckhauser e do presidente da Câmara de Vereadores Marcelo Lanzarin (prefeito em exercício na oportunidade), que foram os principais articuladores da proposta- posteriormente assinada pelo prefeito Mário Hildebrandt após seu retorno da licença médica.

Cabe aqui também reconhecer os méritos de Péricles Espíndola, o presidente da Associação de Basquete Feminino.

Péricles Espíndola, presidente da Associação de Basquete Feminino. Foto: LBF

Ninguém consegue disputar uma competição de ponta com R$ 145 mil. 

Ainda mais em seis meses de competição.

Desde então, a diretoria tem trabalhado para levantar com patrocinadores e parceiros pelo menos R$ 650 mil.

Para efeito de comparação, Sampaio Corrêa MA, atual campeão, que está montando uma seleção, só na largada já tem no caixa R$ 1,5 milhão. 

A Liga se tornou onerosa. 

Se até o ano passado a organização bancava 100% das passagens aéreas, agora só cobre 40%. 

Uma viagem para o Nordeste, por exemplo, em dois jogos, custa em torno de R$ 30 a R$ 40 mil. 

Para a região Sudeste próximo de R$ 12 mil. 

A equipe já definiu que vai viajar com 10 jogadores e mais três integrantes da comissão técnica. 

Ainda tem a arbitragem na contabilidade.

Cada jogo fica na casa dos R$ 4 mil.  

Nem todo mundo consegue.

Uninassau PE e Catanduvas SP desistiram. 

Com isso, serão oito representantes nesta edição:

-Araraquara SP
-Blumenau SC
-Campinas SP
-Ituano SP
-LSB RJ
-Sampaio Corrêa MA 
-Santo André SP
-Sorocaba SP

Sampaio MA é o atual campeão. Foto: imirante.com

O elenco, por ora, conta com 13 meninas. 

Quatro remanescentes: 

-Giulia (21)
-Kawanni (24)
-Lissandra (26)
-Mariana (35) 

Duas da base:

-Luana (16)
-Vitória (16)                           

Sete contratações:

-Nicolle (23)
-Vitória (23)
-Joice (27)
-Leila (28)
-Cacá (28)
-Karina (34)
Tati Castro (38)  

Média de idade do elenco: 24 anos. 

Vitória Marcelino 23 anos, é atleta da seleção brasileira. Foto: Divulgação

Reforços com currículos pesados. 

Experientes, atléticas, com passagem pela seleção. 

Que estavam ainda disponíveis no mercado. 

Que vieram sabendo da seriedade do trabalho.

Das condições que são oferecidas. 

Do salário que se não é dos melhores, pinga todo quinto dia útil na conta. 

Pela qualidade de vida e segurança da cidade. 

E pela moral do nosso treinador.       

Que só não trouxe mais duas jogadoras da seleção por conta desse atraso na confirmação da disputa. 

Estavam sendo assediadas. 

Não podiam esperar. 

Dentro desse contexto teve atleta que recusou proposta bem superior por causa do “homem” e veio pra cá.

Camargo, ao que tudo indica, aos 45 do segundo tempo, montou um time cascudo.

Que vai incomodar.

Estou curioso.   

   

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