InícioSegurançaCaso do blumenauense morto a tiros em Curitiba pode ter novidades esta...

Caso do blumenauense morto a tiros em Curitiba pode ter novidades esta semana

O caso do engenheiro blumenauense Douglas Regis Junckes, morto por um vizinho dentro do próprio apartamento, em Curitiba, em 2018, pode ter novidades esta semana. O Tribunal de Justiça do Paraná vai julgar nesta quinta-feira (6) o recurso da defesa, que tenta evitar que Antonio Humia Dorrio vá a júri popular, como havia determinado o juiz Daniel Surdi Avelar, titular da 2ª Vara Sumariante do Tribunal do Júri de Curitiba, em 22 de julho de 2019.

O assistente de acusação do Ministério Público, Eduardo de Ávila Martins, acredita que o recurso da defesa será julgado improcedente. Segundo ele, os argumentos da defesa de Dorrio carecem de fundamento. O advogado que representa a família de Junckes, esclarece que, se for julgado improcedente o recurso, o processo retorna à 2ª Vara do Tribunal do Júri para, então, como esperam familiares e amigos da vítima, ocorra o agendamento da data do júri popular.

Caso o recurso apresentado pela defesa do réu seja acolhido, existe a possibilidade de que o acusado seja julgado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar), o que faria com que o caso fosse julgado por apenas um juiz e não pelos sete jurados no Tribunal do Júri. O juiz que avalia agora o recurso pode ainda chegar à conclusão de que o acusado agiu em legítima defesa – o que também vem sendo alegado pelos advogados de Dorrio. Neste caso, levaria à absolvição do réu.

“O mal causado a nossa família jamais será reparado. Mas o assassinato de uma pessoa inocente, na segurança e conforto do próprio lar, ficar impune, acaba não somente com a confiança na Justiça do nosso país, como na humanidade como um todo”, afirma Rosângela Junckes, mãe da vítima. “É esse mundo que queremos? Qualquer pessoa pode tirar a vida de outra a seu bel prazer, por motivo fútil e não haver nenhuma consequência?”, desabafa.

Relembre o crime

Douglas Regis Junckes foi assassinado no dia 20 de maio de 2018, dentro do seu próprio apartamento, pelo vizinho do andar de cima, Antonio Humia Dorrio. Na época, segundo a polícia, Dorrio estaria irritado com o volume do som do engenheiro, foi tirar satisfações já armado e resolveu a questão com quatro tiros, na cabeça e no peito.

O autor do crime foi encontrado instantes depois, no Hospital Cajuru, onde foi buscar atendimento após o incidente. Dentro do carro, os policiais acharam a arma utilizada no homicídio. Ele recebeu voz de prisão e foi levado para a Central de Flagrantes. Apesar das provas colhidas pela perícia, o réu permaneceu apenas 18 dias em prisão preventiva.

O motivo alegado pelo acusado foi som alto, mesmo a morte tendo acontecido durante o dia e não havendo nenhum registro formal de reclamação quanto à barulho junto ao condomínio. Desde então, a defesa do réu vem recorrendo de cada decisão da Justiça, enquanto a família da vítima busca reconhecer que houve um homicídio doloso (quando se tem intenção de matar), o que levaria o caso a ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Quando foi morto, Douglas estava prestes a completar 36 anos. Engenheiro elétrico, trabalhava na empresa Nokia havia 13 anos, ocupando funções no Brasil e no exterior, e se preparava para uma viagem de férias na Europa, na companhia de amigos. Foi morto pelo vizinho poucas horas antes de pegar o voo.

Jamille Cardoso
Jamille Cardoso é jornalista formada pela Univali (Itajaí-SC), com 15 anos de experiência na área. Atuou em assessoria de imprensa, programas de rádio, mas foi ao telejornalismo que dedicou mais tempo (12 anos no total), com passagens por emissoras afiliadas a Globo, Record e SBT. Blumenauense, mãe e repórter da Massa FM Blumenau.

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

Últimas notícias

    error: Toda e qualquer cópia do Portal Alexandre José precisa ser creditada ao ser reproduzida. Entre em contato com a nossa equipe para mais informações pelo e-mail jornalismo@alexandrejose.com