Família de Blumenau promove campanha para encontrar doadores de medula óssea

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De uma hora para a outra, a vida da blumenauense Marjorie Paula da Cunha Rampelotti mudou completamente. Em novembro do ano passado, a empresária de 37 anos descobriu que estava com leucemia. Desde então, ela passa por tratamento com quimioterapia. Agora, a família que mora no bairro Garcia lançou uma campanha de doação de medula óssea.

O tipo da doença que se manifestou na paciente é a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) – um câncer hematológico caracterizado pela multiplicação de células imaturas de origem linfoide. Quando veio o diagnóstico, Marjorie estava com 70% da medula tomada pela enfermidade. Começava ali uma verdadeira luta contra o tempo.

De imediato, a equipe médica recomendou a realização de sessões de quimioterapia. O método chegou a reduzir a quase zero o índice de células doentes, mas na segunda fase do tratamento, a chamada consolidação, o câncer voltou. Depois disso, a solução apontada pelos médicos foi o transplante de medula óssea.

Enquanto segue internada no Hospital Santa Catarina, a família de Marjorie lançou uma campanha na internet. Com postagens no Facebook, parentes e amigos tentam incentivar as pessoas a fazerem o teste. “Não é só ela que precisa. Muita gente precisa de doação de medula óssea. Queremos ajudar como um todo”, disse o marido ao Portal Alexandre José, Rudnei Rampelotti.

Foto: Redes sociais

Como se tornar um doador

Marjorie está sendo cadastrada no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que é um banco de dados financiado pelo Ministério da Saúde com informações de possíveis doadores para quem precisa de transplante de medula óssea. Alguns familiares também estão passando pela triagem.

Para se tornar um doador, basta procurar o hemocentro mais próximo da sua casa. Em Blumenau, a unidade do Hemosc fica na Rua Theodoro Holtrup, número 40, no bairro Vila Nova. O horário de atendimento é das 7h15 às 18h30 de segunda a sexta-feira e das 8h15h às 11h todos os sábados. É necessário levar um documento de identidade.

No local, é feita a retirada de uma pequena quantidade de sangue (10ml). O material é analisado por um exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar as características genéticas do candidato, que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Os dados e o tipo de HLA do candidato são incluídos no Redome e, quando houver um paciente com possível compatibilidade, a pessoa é consultada para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter as informações sempre atualizadas. Somente após todas estas etapas concluídas, o interessado pode ser considerado apto a realizar a doação.

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