Caso Jaguar: defesa de Evanio contrata perícia e diz que testemunha estava longe da cena da batida

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A defesa de Evanio Prestini, motorista do Jaguar que se envolveu em um acidente com duas mortes na BR-470, em Gaspar, no dia 23 de fevereiro, anexou um novo documento ao processo que apura a responsabilidade do condutor em relação à batida. É um laudo emitido por um perito particular – contratado pelos advogados – que aponta que a principal testemunha da batida estaria longe do local da colisão com o Pálio.

A testemunha é o motorista de uma empresa de transporte, com sede em Blumenau, que alega ter sido ter intimidada pelos advogados do réu. A defesa do acusado solicitou à empresa as informações do GPS, ou seja, a localização por satélite do veículo no momento do acidente. Com base nesses dados, o perito afirmou que o condutor do ônibus estava 3,7 quilômetros de distância antes do local da batida.

De acordo com o laudo, “não há nenhuma possibilidade de que a testemunha tivesse presenciado o instante de ocorrência do acidente, não só pela significativa distância de 3,7 kms que estava do local, mas também pela grande quantidade de curvas entre um ponto e outro.” Os advogados de Evanio ainda reiteraram que o depoimento da testemunha é falso.

Além disso, os defensores afirmaram que a principal testemunha do caso não foi intimidada pelos advogados do réu. Na época, o Ministério Público fez a alegação, que foi anexada ao processo. A testemunha disse que foi procurada na própria casa onde mora, no município de Barra Velha, e também em um hotel na cidade de Jaraguá do Sul, no Norte do estado. Além disso, os defensores do acusado estiveram na empresa que o homem trabalha.

Segundo o documento enviado pela defesa de Evanio, o advogado Gilmar Krutzsch esclareceu o fato informando que nunca esteve com a testemunha e que “não gesticulou qualquer movimento que pudesse fazê-lo sentir-se ameaçado ou coagiado.” O advogado ainda anexou comprovantes de passagens aéreas de uma viagem a trabalho, entre 12 e 13 de junho, para São Paulo e Brasília, notas fiscais e reserva de hotel justamente na data em que a testemunha diz que o defensor de Evanio esteve em sua casa.

Procurado pela equipe do Portal Alexandre José, o motorista do ônibus informou que está tranquilo quanto às novas afirmações da defesa do motorista do Jaguar. “Diante de tantas provas, de tantas coisas que tentaram fazer para provar a inocência desse rapaz e não conseguiram, isso é só mais uma tentativa deles. Eu nunca tive motivo para mentir a respeito disso, não teria vantagem alguma, estaria me prejudicando. Eles foram sim na minha casa. Não tenho sistema de câmeras para comprovar, não foi batido foto, mas tenho como provar que estiveram na minha residência e foram no hotel atrás de mim,” disse.

Motorista vai a júri popular

No dia 06 de junho, a juíza Camila Murara Nicoletti anexou a sentença de pronúncia ao processo indicando que Evânio Wylyan Prestini deve responder por dois homicídios e três tentativas de homicídio no Tribunal do Júri. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que o motorista do Jaguar estava a 92,3 km/h no momento da colisão. Minutos antes da batida, o carro foi filmado ziguezagueando em trechos da rodovia.

Duas passageiras do Pálio perderam a vida. Suelen Hedler da Silveira, de 21 anos, morreu no local da batida. Amanda Grabner Zimmermann, de 18 anos, chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Outras duas garotas ficaram feridas. O condutor do Jaguar dirigia sob efeito de álcool. O teste de alcoolemia apontou 0,72mg/l.

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