Casal atingido por policial embriagado segue internado no Hospital de Timbó

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Fotos: Arquivo pessoal

Continua internado no Hospital Oase, em Timbó, o casal de namorados que foi vítima de um acidente de trânsito provocado por um policial militar embriagado, em Benedito Novo, no último domingo (26). Taissa Schultz, de 16 anos, e Makson Roberto Vanderlinde, de 18 anos, sofreram várias fraturas e terão que passar por cirurgias. O PM está em liberdade, porém afastado temporariamente do serviço.

A batida ocorreu na SC-477 na localidade de Alto Benedito. A moto dos jovens foi atingida pelo carro do policial que estava de folga, um Chevrolet/Ônix. As vítimas foram levadas ao Pronto Socorro e o motorista do automóvel foi parar na Delegacia de Timbó, pois apresentava sinais de embriaguez. Porém, na audiência de custódia no dia seguinte, o soldado ganhou a liberdade.

A decisão foi da juíza da Comarca de Indaial, Leila Mara da Silva, que determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor e também que ele compareça a todos os atos do processo. A Justiça ainda proibiu o policial de se ausentar da cidade por mais de oito dias seguidos, além de frequentar bares, boates e afins. Ele ainda teve a arma recolhida logo após os fatos.

O comandante da Guarnição Especial de Indaial (GEIN), tenente coronel Átila Tiago Royer, informou que o envolvido é um soldado com oito anos de serviços. Ele está de férias desde o dia 15 de maio, com retorno previsto para 12 de junho. Assim que voltar, o policial será apresentado a um psicólogo da PMSC, que irá avaliar se ele tem condições de continuar trabalhando na atividade operacional ou administrativa.

Ainda de acordo com o comando da corporação, além do processo criminal que o soldado irá responder na Comarca de Timbó, ele também deve responder a um processo administrativo interno, que poderá resultar em punição, que vai desde uma advertência até a exclusão do serviço na PM. Desde o acidente, representantes da GEIN já estiveram duas vezes no hospital para conversar com as vítimas e seus familiares.

Porém,a família dos jovens ainda precisa de ajuda. Parentes de Taissa e de Makson criaram um grupo de whatsapp para arrecadar fraldas e lenços umedecidos. “Até agora, ninguém deu um real para a família. Nada. Nem o estacionamento do Hospital Oase está liberado para os pais (dos jovens) estacionarem o carro. Eles não receberam nenhum tipo de apoio financeiro”, conta a tia da adolescente, Luciana Amarante.

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