Após incêndio, blumenauenses relembram visita à Notre-Dame, em Paris

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Foto: Jefferson Angelo Domingos Albino/Arquivo Pessoal

O incêndio que atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris, nesta segunda-feira (15), chocou e entristeceu a todo o mundo. Mais de 800 anos de história parcialmente queimados e destruídos pelo fogo. Símbolo do catolicismo, a igreja foi palco de diversos momentos históricos, como a cerimônia de Napoleão Bonaparte, nomeado imperador da França.

O lamentável episódio fez com que blumenauenses, que já visitaram a catedral parisiense, relembrassem os momentos marcantes e inesquecíveis. O empresário Jefferson Angelo Domingos Albino, esteve em Paris no dia 26 de março deste ano, de férias com o companheiro Jefferson Pereira.

“Notre-Dame é um dos pontos turísticos que não se pode perder ao visitar a cidade. É uma igreja linda, com uma história incrível, ficamos emocionados ao entrar na catedral. Ainda não é possível acreditar em tudo que aconteceu. Fico feliz por ter tido a oportunidade de conhecer ela ainda intacta, foi um privilégio,” diz o empresário. Veja abaixo um vídeo gravado por Jefferson e divulgado em suas redes sociais:

O jornalista e empresário, João Paulo Souza, esteve em Paris com a esposa, Lais Lorenzi, no final do ano passado. O casal conheceu os principais pontos turísticos franceses e, inclusive, a Notre-Dame. Souza conta que ficou chocado ao ver a notícia da catedral em chamas.

“Muito além de uma igreja, Notre-Dame é um museu, com obras de arte, artefatos históricos e uma arquitetura incrível. Espero que ela possa ser recuperada e que muitas pessoas possam voltar a visitá-la logo.”

Cinthia Canziani, mestre em Turismo e Hotelaria, já esteve na Notre-Dame em duas oportunidades. “A primeira foi a mais marcante porque fui com meus filhos! Fomos logo após um ataque terrorista e a polícia estava em peso por lá. A grandiosidade da construção, e a emoção que a Notre-Dame nos causa, é indescritível. Vê-la queimar me trouxe uma sensação de profundo choque e tristeza,” conta.

Foto: Cinthia Canziani/Arquivo Pessoal

França pede doações

Por Agência Brasil

As chamas que destruíram parcialmente a Catedral de Notre-Dame, em Paris, ainda nem estavam completamente extintas quando o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu reconstruir o monumento centenário e convocou uma campanha de arrecadação de fundos. As primeiras ofertas milionárias foram anunciadas nesta terça-feira (16). 

O bilionário francês Bernard Arnault, colecionador de artes e presidente do maior conglomerado de marcas de luxo do mundo, LVMH, anunciou uma doação de 200 milhões de euros para a reconstrução da catedral.

A oferta de doação veio depois que seu rival ofereceu 100 milhões de euros. O bilionário François-Henri Pinault – que preside a holding francesa Kering, grupo de artigos de luxo que detém marcas como Gucci, Yves Saint Laurent e Balenciaga, e que é casado com a atriz Salma Hayek – disse ao diário francês Le Figaro que espera que o dinheiro – que será pago pela empresa de investimentos da família Pinault, Artemis, ajude a “reconstruir completamente a Notre-Dame”.

Valérie Pécresse, presidente do Conselho Regional de Île-de-France, uma das 13 regiões administrativas da França e que abriga a Grande Paris, afirmou que doará 10 milhões de euros para a reconstrução.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, pediu aos parlamentares doações para a reconstrução da Notre-Dame, “como sinal de solidariedade”, em uma caixa do lado de fora do plenário em Estrasburgo. Por fim, a agência cultural das Nações Unidas, a Unesco, também prometeu “apoiar a França” na restauração do monumento, declarado Patrimônio da Humanidade em 1991.

O dono de uma empresa madeireira francesa afirmou à Rádio FranceInfo que está disposto a oferecer as melhores vigas de carvalho disponíveis para reconstruir o complexo que formava o telhado da catedral.

Além de tempo, o trabalho de restauração será um desafio da natureza. Bertrand de Feydeau, vice-presidente do grupo de preservação Fondation du Patrimoine, afirmou à Rádio FranceInfo que a França não tem mais árvores grandes suficientes para substituir as antigas vigas de madeiras na Notre-Dame.

O especialista em patrimônio cultural explicou que o telhado de madeira foi, em parte, construído há mais de 800 anos, com vigas de florestas primárias. Feydeau afirmou que o telhado da catedral não poderá se reconstruído exatamente como era antes do incêndio.

“Nós não temos, no momento, árvores em nosso território do tamanho das que foram cortadas no século 13”. Segundo ele, o trabalho de restauração terá que usar novas tecnologias para reconstruir o telhado.

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