Assalto à empresa de transporte de valores expõe fragilidade na segurança do entorno do Aeroporto Quero-Quero

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Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros

Menos de 24 horas depois do assalto registrado no Aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, que terminou com a morte de uma jovem vítima de bala perdida e outras duas pessoas feridas, o esquema de segurança no local continua o mesmo. O portão utilizado pelos criminosos para ter acesso ao hangar continua encostado, sem qualquer tipo de trava que impeça a entrada de estranhos. A comunidade da região está com medo.

Imagens obtidas com exclusividade pelo Portal Alexandre José mostram o trajeto percorrido pelos bandidos. Por volta das 15h08, os assaltantes acessam a Rodovia Dr. Pedro Zimmermann e, em seguida, entram na propriedade que pertence a uma empresa e dá acesso à pista de pouso. As cenas mostram que os ladrões não enfrentam dificuldades para abrir e fechar o portão – sem serem interpelados por ninguém.

De acordo com os moradores que vivem no entorno do aeroporto, essa movimentação é comum, tanto no que diz respeito ao transporte de valores através de aviões de pequeno porte, quanto a entrada e saída de veículos dessa empresa, sem nenhum esquema de segurança. O comerciante Maicon Knaesel chegou a ver os veículos deixando o local, mas não desconfiou de nada.

“Eu estava voltando de um cliente, quando eu me deparei com os dois carros pretos saindo daqui, mas até então eu nem sabia o que estava acontecendo. Quando eu cheguei na minha empresa, o pessoal estava comentando que tinham ouvido disparos de tiros. Aí a gente ficou sabendo que foi feito o assalto”, disse o comerciante, que também mora com a família próximo ao aeroporto.

Outro morador da região contou à equipe do Portal Alexandre José que os dois veículos usados pela quadrilha estavam estacionados na Rua Arthur Fischer, no bairro Itoupava Central, desde as 8h30 da manhã de quinta-feira (14). O jovem, que não quis ser identificado, não desconfiou de nada. Só depois de saber do roubo, descobriu que se tratava dos suspeitos pelas características dos automóveis.

Insegurança no trabalho

Funcionários da empresa onde trabalhava Edivânia Maria de Oliveira, de 23 anos, vítima de uma bala perdida do tiroteio entre criminosos e funcionários da transportadora de valores, estão com medo de voltar ao trabalho. Nesta sexta-feira (15), todos os colaboradores foram dispensados do serviço para que pudessem acompanhar o velório da colega e prestar as últimas homenagens.

Na próxima segunda-feira (15), os empregados prometem se reunir com a direção da empresa para solicitar reforço na segurança ou, até mesmo, a transferência da fábrica para outro endereço. Em entrevista à repórter Jamille Cardoso, as funcionárias Elisandra de Souza, Deise Dill e Roseli Silva relataram os momentos de terror vividos dentro da MD11, uma confecção de jeans. Confira o vídeo:

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