Retomado atendimento de alunos na ONG São Roque após greve de funcionários

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Foto: Divulgação / ONG São Roque

Após 11 dias em greve, os funcionários da ONG São Roque, localizada na Itoupava Norte, em Blumenau, voltaram ao trabalho nesta terça-feira (12) e retomaram o atendimento a crianças e adolescentes. Porém, dos 170 alunos matriculados na entidade, poucos participaram das aulas. Muitos pais ainda não tinham sido comunicados da medida.

De acordo com o presidente da organização não governamental, Carlos Alberto Geworowski, os trabalhos foram restabelecidos após o pagamento do salário de dezembro dos 23 colaboradores, que estava em atraso. Porém, ainda ficaram em aberto os cinco dias de serviço referente ao mês de janeiro e 70% do valor referente às férias.

O pagamento da folha foi efetuado com o dinheiro do repasse da Prefeitura de Blumenau, que destina R$ 46 mil todo mês para a ONG. “Também conseguimos quitar impostos vencidos, contas de água e luz, além de comprar passes para o transporte dos funcionários”, afirmou Geworowski. A diretoria trabalha para reverter a decisão judicial que bloqueou a conta bancária da entidade.

A determinação ocorreu em resposta a um processo movido por um grupo de nove ex-funcionárias há mais de três anos. Um deles já está em fase de execução, no valor de R$ 40 mil. A Justiça teria impedido as movimentações financeiras para garantir o pagamento da dívida. Sem ter acesso aos recursos, a ONG atrasou todas as contas, incluindo o pagamento dos salários.

Reunião com pais

Diante desta realidade, a diretoria da ONG São Roque convocou uma reunião com os pais dos alunos para esta quarta-feira (13), às 19h, na sede da entidade. Em pauta, estará o futuro da entidade, que tem 38 anos de história. A organização se mantém com repasses mensais da Prefeitura de Blumenau e do Governo Federal – que estão todos em dia – além doações da comunidade.

Os recursos não são suficientes para cobrir as despesas da casa, que oferece aulas em período integral de forma gratuita. Por isso, a intenção é sensibilizar empresários da região para investir no local. “Aceitamos qualquer tipo de ajuda: pagamento mensal de contas, depósito em dinheiro. O importante é manter o funcionamento da ONG”, explica Geworowski.

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