Deputado que quer proibir radares móveis tem 172 pontos na CNH

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O primeiro projeto do ano de 2019 apresentado a Assembléia Legislativa trata da proibição de radares móveis em rodovias estaduais de Santa Catarina.

De acordo com o Deputado Estadual Valdir Cobalchini, autor do projeto, as multas aplicadas por radares móveis não possuem nenhum caráter educativo.

“Os radares móveis são verdadeiras máquinas caça-níqueis nas rodovias. Deveríamos ter apenas radares fixos”, afirma o deputado.

Um levantamento feito pelo Portal Alexandre José apontou que o deputado Cobalchini possui 172 pontos na Carteira Nacional de Habilitação, registrados nos últimos 5 anos.

São 11 multas por excesso de velocidade até 20% do limite, infração considerada média. Já 8 multas são por transitar entre 20% a 50% da velocidade máxima, infração grave.

Outras 5 multas são por trafegar a mais de 50% da velocidade máxima permitida, que é considerada uma infração gravíssima. Por exemplo, em uma via de velocidade máxima de 80km/h, o veículo teria sido flagrado com velocidade superior a 120km/h.

Outras 3 multas, também por excesso de velocidade, flagradas mais recentemente ainda estão em fase de recurso. Confira a lista e as datas de acordo com o site do Detran/SC:

Site Detran/SC

Repercussão negativa entre autoridades

O projeto ainda não foi votado e vai contra o que acredita a Polícia Militar Rodoviária Estadual, que sequer foi consultada sobre o novo projeto.

“Temos várias estatísticas que comprovam a redução de acidentes com a utilização dessas ferramentas. Somos contra esse projeto. Quanto mais reduzir a fiscalização, mais violento o trânsito fica”, conta o Tenente Coronel Evaldo Hoffmann, que comanda a PMRv no estado.

Alguns flagrantes de excesso de velocidade, registrados por radares móveis em Santa Catarina, foram divulgados pela PMRv e assustam pela velocidade dos veículos autuados.

A especialista em trânsito, Márcia Pontes, que também é contra projeto, foi ainda mais direta:

“Quem assina esse tipo de projeto suja as mãos de sangue. Não é admissível que, mesmo com a violência no trânsito brasileiro, ainda se pense em diminuir os meios de fiscalização. Quando falam em indústria da multa, o raciocínio é bem lógico. Qualquer indústria depende da matéria prima pra continuar funcionando. Enquanto houverem infratores, haverá a indústria da multa e o problema são os infratores”, completou Márcia.

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