Entenda o que é cobrado na sua fatura de energia elétrica e como mudar hábitos de consumo

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Foto: Especial/Portal Alexandre José

Janeiro acabou pegando muita gente de surpresa ao abrir a fatura da energia elétrica. Valores que antes eram de R$ 100, chegaram a dobrar e até, em alguns casos, quadruplicar. A equipe do Portal Alexandre José recebeu uma série de reclamações de blumenauenses que se sentirem lesados com a cobrança.

Em meados de janeiro, a Celesc explicou em nota que todo acréscimo nas tarifas, devia-se basicamente, ao maior consumo de energia registrado no período de leitura em cada imóvel.

A companhia ainda explicou que esse avanço é confirmado, inclusive, pelos elevados índices na demanda de energia registrados pela Celesc nas últimas semanas. Desde dezembro, o recorde foi batido três vezes, em três dias seguidos – 15 de janeiro (4.875MW), 16 de janeiro (4.989,82 MW) e 17 de janeiro (5.030MW). O último recorde havia sido registrado em 12 de dezembro passado: 4.826MW.

Para tentar entender um pouco mais sobre tudo que é cobrado na fatura de energia elétrica e como podemos fazer para diminuir as próximas contas, nossa equipe procurou por um especialista. Jones Poffo é engenheiro eletricista e diretor da P3 Engenharia Elétrica.

De acordo com Jones, há vários fatores que levam ao aumento do valor cobrado mensalmente. Um deles é a cobrança do ICMS, que é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Em unidades consumidoras residenciais, com consumo até 150kWh a alíquota é de 12%. Para o volume que for consumido acima dessa faixa, a alíquota passa para 25%.

Na prática: Numa fatura onde veio 300kWh haverá cobrança de 12% de ICMS nos primeiros 150kWh e no restante será feita a arrecadação de 25% sobre o excedente.

Hábitos de Consumo

O engenheiro eletricista dá dicas de como reduzir o consumo de energia elétrica. Desta forma, será possível diminuir o valor que chega nas faturas todo mês e ainda colaborar com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta Terra.

1 – Ao chegar em casa, após um dia de temperaturas elevadíssimas, não ligue o ar-condicionado no mínimo (maioria em 16ºC). Na grande parte dos aparelhos residenciais, esta prática não ajudará a refrescar com mais rapidez o ambiente. Haverá, apenas, a sobrecarga do motor gerando um consumo extra.

“A ideia é sempre deixar em 23ºC que é uma temperatura agradável e tem melhor relação com a economia. Colocando no mínimo não sairá ar mais frio do aparelho. Há apenas uma falsa sensação de frio. A temperatura escolhida no aparelho serve para “setar” com quantos graus o equipamento entrará em ventilação após o ambiente interno chegar na temperatura escolhida. Numa temperatura muito baixa, o ar condicionado nunca entrará em repouso, consumindo mais energia”, explica Jones.

2 – Outro equipamento que consome mais energia no verão é a geladeira. “Nunca utilize o eletrodoméstico no máximo. Os alimentos e bebidas não irão gelar mais rápido se você aumentar a potência. A cada abertura da porta, associada com a onda de calor, o ar interno troca rapidamente e a geladeira tem que trabalhar várias horas seguidas para recuperar a temperatura ajustada no máximo. Deixe sempre na posição mediana, assim, tudo ficará numa temperatura agradável, nada irá estragar e consumirá menos energia,” completa.

Onda de calor

Um problema constante durante o Verão é a onda de calor que chega agressiva e aquece brutalmente a cidade. Toda forma de energia elétrica é transmitida por meio de cabo. Geralmente há o aquecimento normal desses cabos que acaba perdendo energia que vem direto da fonte.

“Há perda de energia em todo o sistema elétrico devido ao calor. Na nossa fatura, pagamos essas perdas após o medidor de energia da Celesc, nos cabos elétricos entre o poste e o telhado da casa, por exemplo. Esses cabos mais antigos possuem isolamento térmico para suportar aquecimento de até 70ºC. Entretanto, com a sensação térmica de quase 50ºC que tem feito nos últimos dias, somado ao aquecimento desses cabos pelo uso de energia que ficam abaixo de um telhado dia a dia, geram perdas de energia por aquecimento, que resultam em consumo de energia em excesso,” conclui.

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