Caso Bianca Wachholz: Defesa de Everton Balbinott entra com recurso contra a decisão do juiz

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Fotos: Redes Sociais/Reprodução

A defesa de Everton Balbinott de Souza entrou na noite desta quinta-feira (8) com um recurso contra a sentença que levará o acusado à júri popular.

O juiz Juliano Rafael Bogo, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Blumenau, negou no dia 31 de outubro o pedido de revogação da prisão preventiva do réu.

Agora, o processo seguirá ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina onde será julgado por três desembargadores que analisarão se há elementos, dentro da Lei, que conduziriam Everton ao tribunal do júri.

O advogado do suspeito de ter matado a ex-namorada, Bianca Mayara Wachholz, de 29 anos, Jeremias Felsky, alega no documento que a “vítima contribui para o lamentável acontecimento”.

Ainda segundo a defesa o acusado “jamais obrou no sentido de ceifar a vida da vítima; jamais premeditou tal episódio, bem como, jamais teve a intenção de dar causa ao evento danoso, fatos estes que impossibilitam a sua pronúncia, ao menos parcialmente.”

Felsky ainda afirma que é inegável que Balbinott teria matado a ex-namorada, mas o que ele pede para ser discutido são as motivações que levaram ao assassinato.

No recurso, a defesa cita a vida conjugal dos dois, onde segundo o advogado, “é possível constatar com nítida clareza que a vítima contribuiu, pelo menos em parte, para o trágico evento, vez que menosprezou, feriu e provocou os sentimentos do Recorrente, não uma vez, mas várias, merecendo assim, por parte deste Colegiado uma nova visão do evento, diversa da apontada pelo Juízo de 1o Grau.”

Em relação as mensagens em áudio de WhatsApp utilizadas no processo, a defesa alega que Bianca teria provocado Everton com ameaças. Consta ainda no documento, que a vítima reatou o namoro e deu uma nova chance ao acusado na noite anterior ao crime. Portanto, “não estavam ‘separados’ momentos antes do fato, o que por si só afasta a qualificadora com fundamento de que Everton não aceitava o fim do relacionamento.”

Para o assistente de acusação da família de Bianca, Alexandro Maba, o recurso em sentido estrito da defesa é cristalinamente protelatório, com o único intuito de adiar o julgamento do assassino confesso de Bianca pelo Tribunal do Júri.

RELEMBRE O CRIME

Bianca Mayara Wachholz foi morta no dia 25 de julho, na casa da mãe dela, pelo ex-namorado, Everton Balbinott de Souza. O crime foi testemunhado pela mãe da vítima, Sônia Wachholz. Balbinott não aceitava o fim do relacionamento com Bianca e assassinou ela com um tiro no rosto.

Um dia antes de cometer o homicídio, o suspeito já havia ameaçado a vítima dizendo que a mataria colocando uma arma de fogo em sua cabeça. Bianca, assustada e com medo, foi até a casa dos pais e naquele mesmo dia enviou um áudio pelo WhatsApp a um amigo do casal relatando tudo o que havia acontecido e disse que faria um boletim de ocorrência.

Cerca de uma hora depois, Everton pulou o muro da residência, que fica no bairro Itoupava Central. Bianca disse à mãe que ouviu alguém entrando. Ao abrir a porta da cozinha ela se deparou com o ex-namorado da filha e convidou ele para entrar. Em seguida, Bianca aparece no corredor e pergunta se Balbinott estava armado. No mesmo momento ele saca o revólver e persegue a vítima.

Bianca se desequilibrou e caiu no chão do banheiro. Foi neste momento que Everton para em sua frente e diz, segundo relato da mãe “eu disse que ia te matar!” e faz um único disparo diretamente no rosto de Bianca que morreu na hora. O suspeito fugiu e se apresentou a polícia um dia após cometer o crime.

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