Blumenau já registrou 26 homicídios somente em 2018

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Foto: Especial

Até o fechamento desta reportagem, 26 pessoas foram mortas em Blumenau somente este ano. Em cerca de 60% dos casos, os homicídios têm relação com o tráfico de rogas ou a disputa entre facções criminosas.

Deste total, 4 mulheres foram assassinadas: Bianca Mayara Wachholz morta pelo ex-namorado; Ana Paula Weber integrante de facção criminosa; e Inês do Amaral e Franciele Will, mãe e filha que foram encontradas sem vida dentro de casa.

O último homicídio aconteceu no dia 30 de outubro, no bairro Itoupava Norte. Daniel Barbosa dos Santos, de 22 anos, levou dois tiros na cabeça. Foi atendido pelos socorristas e levado ainda com vida ao Hospital Santa Isabel.

O jovem morreu no hospital na última terça-feira, dia 6. A principal suspeita da Polícia Civil é que a vítima teria envolvimento com o tráfico de drogas, pois tinha diversas passagens pela polícia.

Em 2017, o município contabilizou o recorde de assassinatos desde 1996: foram 43 mortas violentamente. Destes, 30 casos foram elucidados com os autores detidos.

Os outros 13 ainda aguardam a conclusão dos inquéritos policiais. Os processos estão em andamento e parcialmente concluídos, ou seja, o autor foi identificado, mas ainda falta a motivação do crime.

O delegado Bruno Effori, responsável pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), explica que se for comparado ao ano passado, tudo leva a crer que o número ficará abaixo do cenário de 2017.

“A única semelhança entre 2017 e 2018 é a motivação dos crimes, seja o tráfico de drogas ou a disputa entre organizações criminosas. Há também casos como desavenças pessoais ou crimes passionais,” reforça.

Foto: Diego Becker/Especial

O delegado lembra que não há um local específico onde ocorrem mais homicídios em Blumenau. Portanto, mesmo com o número alto de mortes violentas, a população pode ficar tranquila.

“Estes assassinatos não significam aumento da insegurança na cidade, nem o aumento da violência em determinada região. Em todos os casos o autor e a vítima já se conheciam, nada foi gratuito, como é o caso de latrocínio, que é o roubo seguido de morte,” explica Effori.

Como na maioria dos casos há envolvimento com o tráfico de drogas e as fações criminosas, a Polícia Civil vem desenvolvendo durante o ano uma série de operações combatendo estes delitos.

Para o delegado, o número de prisões de integrantes de organizações influenciou significativamente na queda do número de homicídios na cidade este ano. “As ações da DIC no combate ao crime organizado irão continuar fortemente nos próximos meses,”conclui Effori.

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