Negado o pedido de prisão preventiva do ex-deputado João Pizzolatti

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Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Câmara

O juiz da 1ª Vara Criminal de Blumenau, Juliano Rafael Bogo, negou o pedido de prisão preventiva do ex-deputado federal por Santa Catarina, João Pizzolatti (PP).

Em 27 de setembro, o Ministério Público oficializou o pedido. A promotora Luciana Schaefer Filomeno, da 1ª promotoria de Blumenau, alegou que o ex-deputado descumpriu uma medida cautelar. Após o acidente ele teve a habilitação suspensa, no entanto continuou a dirigir e a somar pontos na carteira.

O MP-SC alegou que o réu estaria “se esquivando da justiça e das consequências do ato praticado”.

De acordo com o juiz, não há dados suficientes que comprovem que o ex-deputado seja o responsável pelas infrações de trânsito. A defesa informou que o condutor no carro, seria na realidade, o filho de Pizzolatti.

Ainda de acordo com a documentação juntada pela defesa indica que o acusado passou por uma cirurgia, no dia 21 de agosto deste ano, não tendo condições de dirigir veículo.

Agora, o Ministério Público de Santa Catarina, terá 10 dias para apresentar novos argumentos contra o ex-deputado federal.

O juiz Bogo confirmou também a data da primeira audiência de instrução e julgamento. Será no dia 6 de fevereiro de 2019, às 14h, no Fórum da Comarca de Blumenau. A Justiça ouvirá testemunhas do caso.

RELEMBRE O CASO

Pizzolatti provocou um acidente de trânsito no dia 20 de dezembro de 2017, na rodovia Werner Duwe, que liga os municípios de Blumenau a Pomerode. A caminhonete que dirigia bateu em um Fiat Mobi.

Após a colisão, populares filmaram o ex-deputado, que confessou que estaria embriagado. A própria Polícia Rodoviária fez o flagrante dos sinais de embriaguez. O caso gerou revolta na população.

O motorista do Mobi, Paulo Marcelo Santos, de 23 anos, ficou gravemente ferido e permaneceu meses internado no hospital. Ele teve queimaduras pelo corpo, pois após a batida, ele ficou preso às ferragens e o carro pegou fogo.

“A Lei é para todos e deve ser cumprida! Enquanto esse infrator não for devidamente punido, vai permanecer o sentimento de impunidade”, explica a especialista em trânsito, Márcia Pontes.

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