Copa SC e a necessidade de se negociar jogador – Por Emerson Luis

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Foto: Emerson Luis/Especial

O Metropolitano tem nesta quarta-feira (10), às 20h10, no Sesi, contra o Fluminense, a última chance de almejar uma das duas vagas para as semifinais da Copa Santa Catarina. A abertura do returno ainda marca para às 20h30, Joinville x Hercílio Luz. Figueirense e Blumenau ficou para o dia 17, no Orlando Scarpelli.

Está bem complicada a vida do Metropolitano. Além de vencer, terá de ligar o secador contra três times bem posicionados na classificação e que estão mostrando regularidade – ao contrário de Metrô e BEC, ambos com apenas 2 pontos. O Hercílio Luz lidera com 12 pontos. O Figueirense vem em seguida com 10 e Joinville 8. O Fluminense tem 6 pontos.

Depender dos outros, não só na matemática do futebol, mas em tudo, é um problemão. Tem gente no Metrô que já jogou a toalha, mas depois do que aconteceu com o Fluminense em 2009, ao evitar o rebaixamento, melhor não se precipitar e deixar o torcedor ainda mais desanimado.

Hoje tem final da Copa do Brasil, 21h45, entre Cruzeiro x Corinthians. Desfile da Oktober às 19h. Nesse caso, uma coisa não tem nada a ver com outra. Quem vai para a XV não vai para o jogo. E vice-versa.

Só não entendo porque o clube insiste nesse horário das 20h10. Se é possível transmitir a Voz do Brasil posteriormente por que não fazer o jogo às 19h15 ou 19h30? O público tem sido pequeno, o time não se ajuda e a decisão no Mineirão, de uma forma ou de outra, vai tirar público do Sesi. O número de pagantes deve ser baixíssimo. De novo.

Foto: Emerson Luis/Especial

Pior foi o BEC contra o Figueirense no último sábado (6). Jogo às 10h, a pedido do adversário, fase terrível…Na arquibancada 67 pagantes. R$ 670 de renda. Eu estava lá e sem medo de errar, o que menos tinha era torcedor. Nessa conta, dá para colocar familiares de jogadores, os próprios atletas não relacionados, dirigentes…Todo mundo deve ter pago R$ 10 para ajudar o clube.

Aliás, me chamou a atenção a ausência da BEC Manguaça. Nenhum integrante, nenhuma faixa, silêncio sepulcral. As birrinhas internas entre os cartolas conseguiu dividir até a torcida.

Dá uma olhada no boletim financeiro que está no site da FCF clicando aqui para ver se existe alguma condição de se fazer futebol profissional.

Para entrar em campo, a diretoria teve de pagar antecipado ao Sesi R$ 4.700. Um acordo reduziu pela metade o aluguel, não sem antes se comprometer a quitar a dívida herdada de aproximadamente R$ 100 mil em várias prestações.

O que os dirigentes alimentam no dia-a-dia é a possibilidade de uma futura negociação de um atleta jovem e da casa. Só desse jeito para continuar martelando na bigorna. Não há outra alternativa para tamanho masoquismo, muito menos paixão. O futebol é caro e sem apoio se torna um poço sem fundo, um legado oneroso para quem pretende assumir a bronca. Em dezembro tem eleição.

Dirigentes/empresários precisam colocar jogadores na vitrine. Sempre tem alguém observando, filmando, criando uma expectativa de negócios. No caso específico do BEC, Carlos “Zidane” Henrique me disse que o Joinville está mesmo disposto a contratar o meia-atacante Ricardo, de 17 anos. Já teria acertado o salário mensal de R$ 1000 e ainda arcaria com os estudos. Faltava chegar a um acordo do seu percentual. O interventor viajou para o norte do estado e logo mais vai sentar com os diretores do JEC. Ricardo, por ora, segue até o fim da Copa SC.

Zidane também me confidenciou que Roger Paranhos e Thor seriam observados pelo Figueirense. Não deu muito certo. O goleiro sofreu quatro gols no jogo (não teve culpa em nenhum) e o atacante quase não viu a cor da bola – saiu machucado inclusive.

É desse jeito, jogando para estádios semivazios, cumprindo tabela muitas vezes, que os clubes daqui – e todos que não são autossuficientes – rogam para que seus jogadores estejam em um dia inspirado e iluminado. Ninguém sobrevive se não negociar pelo menos um jogador por ano.

O Flamengo está vendendo Lucas Paquetá para o Milan por 35 milhões de euros – aquém do valor estipulado na multa rescisória (50 milhões de euros), mas necessário para cobrir as despesas muitas vezes surreais de um clube de futebol.

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