Em novo áudio, Bianca conta a um amigo que Éverton já planejava o assassinato

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Foto: Especial / Portal Alexandre José

No dia 25 de julho deste ano, Bianca Mayara Wachholz, de 29 anos, foi assassinada com um tiro no rosto pelo ex-namorado, Éverton Balbinott de Souza, de 31 anos. Uma série de áudios enviados via WhatsApp foram divulgados pela mídia, inclusive com exclusividade pelo Portal Alexandre José. Em um deles, Éverton confessa ter atirado em Bianca e, em outro, indica que o homicídio foi premeditado.

Esta semana, em um novo áudio enviado por testemunhas, Bianca conta detalhes a um amigo em comum do casal, sobre o último fim de semana ao lado de Éverton, do seu ciúme excessivo, o porque foi até a casa dos pais e as ameaças que sofreu na noite anterior ao crime, onde o suspeito planejava o assassinato.

“É o problema ontem, foi que sábado ele (Éverton) quis me ver, é sempre ele que vem atrás. E, sábado eu não queria sair com ele, mas ele insistiu, ‘tá vamos sair’. E enfim, a gente acabou saindo e acabou sendo legal mesmo. Mas, domingo, me bateu a ‘bad’, fiquei super mal, pela situação toda que a gente ‘tá’ passando. E, aí eu vim aqui pra casa da minha mãe, porque a gente já ‘tava’ com as coisas aqui, né?… E, aí fiquei seca com ele, aí quando a gente foi ontem no advogado, tipo, eu já ‘tava’ seca com ele durante o dia assim, ah tipo, a gente tem que resolver isso, tem que resolver aquilo, traz aquilo, traz aquilo outro, não sei o quê. Mas querendo resolver as coisas, né? Daí ele falou ontem à noite que, como eu fiquei sendo seca com ele, ele passou o dia pensando e planejando tudo como ele iria fazer à noite. Tipo, apagar as conversas, como que iria fazer, pegar a arma, e não sei o quê. É f***, porque tu não viu o jeito que ele ‘tava’, sabe? Tipo, o jeito que ele falava comigo , ele dava certeza absoluta que nenhum dos dois iria sair vivo do apartamento. Ele sempre falou pra mim, se eu não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.”

Neste momento, Bianca relata as ameaças que sofreu na noite anterior.

“Ele falou e tu desacreditou em mim. E agora isso vai acontecer! E eu te falei, eu te avisei, se tu não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém. Tu não vai sair desse apartamento hoje, não viaja! Tu não ‘tá’ entendendo o jeito que ele ‘tava’. Foi um pesadelo, um inferno. Mais ‘tais’ certo, ‘tais certo’, eu tenho que […] É que eu fico apavorada, tipo, depois de tudo que ele fez eu fiquei pensando, porque se ele vai lá, pegar a arma no carro e faz alguma coisa, eu só pensava em todas as m***** que podiam acontecer, enquanto eu ‘tava’ perto dele, enfim. O que ele poderia chegar a pensar e fazer. Mas tem que botar um ponto final mesmo, só fico apavorada dele querer vir fazer alguma coisa, sabe? Tipo, um dia ele falou pra mim que se ele quisesse me atingir ele pegava e fazia alguma coisa com a minha cachorro, ‘tá’ ligado? Aí, vai que tipo, ele realmente não quer matar uma pessoa, mas ele vem e faz alguma coisa com a minha cachorrinha, meu tipo, ele entra aqui em casa, ele pula o portão, ‘tá’ fácil, entendeu?”

Confira o áudio na íntegra:

Os advogados contratados pela família de Bianca irão ainda nesta sexta-feira (14) apresentar a nova prova ao processo. “O que nos chamou atenção nele, foram as afirmações feitas por Bianca, horas antes de ser assassinada. Ou seja, mais uma prova cristalina da real intenção do acusado em matá-la,” ressalta o advogado, Alexandro Roberto Maba.

Ainda segundo o advogado, o áudio será utilizado na audiência de instrução e julgamento que acontecerá na próxima terça-feira, dia 18, às 14h, no Fórum de Blumenau. Neste dia, serão ouvidas as oito testemunhas do crime e mais o acusado, isso se ele resolver falar.

Éverton e Bianca estavam juntos há cerca de 1 ano e, segundo testemunhas, ele não aceitava a separação. Ele é acusado de invadir a casa da ex-namorada e dar um tiro no rosto dela na frente da mãe. No mesmo dia, ele mandou dois áudios por um aplicativo de conversa, confessando que teria cometido o assassinato.

Bianca trabalhava como designer e estava conseguindo reconhecimento pelo trabalho artístico. Segundo familiares, ela estava pintando o quadro de uma fênix, para representar o renascimento. E, talvez, a nova vida sem o relacionamento abusivo. A pintura parou no retrato das asas, porque ela foi assassinada no caminho.

Foto: Especial / Portal Alexandre José

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